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Voc&ecirc; conhece os <i>malwares</i>, os "primos" dos v&iacute;rus de computador?

Estas ameaças, mais simples, também prejudicam o internauta, induzindo-o a deletar arquivos importantes ou roubando senhas

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SÃO PAULO - O vírus, definitivamente, é o inimigo número um do mundo virtual: capaz de apagar dados importantes, modificar configurações e provocar prejuízos muitas vezes irrecuperáveis para as vítimas. Esta praga digital, contudo, não é a única que pode invadir os computadores, e em diversas situações outras ameaças igualmente perigosas acabam sendo confundidas e incorporadas em um mesmo conceito.

É o caso, por exemplo, dos malwares, que embora tenham os mesmos objetivos maliciosos, não são como os vírus, que parasitam o computador, infectando seus arquivos para se espalharem e danificarem a máquina. Mais simples, os malwares não interferem na configuração dos terminais; eles simplesmente enganam os usuários, guiando-os a páginas eletrônicas programadas para roubar informações pessoais, ou possibilitando que programas espiões penetrem no computador da vítima.

Para não ser surpreendido por ataques desta natureza, vale a pena conhecer um pouco mais este problema, e assim evitar que um e-mail aparentemente trivial traga consigo prejuízo e dor de cabeça.

Eles não são o que parecem ser...
Um exemplo de malwares é o chamado phishing, que nada mais é que um e-mail fraudulento enviado a vítima, como se fosse emitido por uma grande empresa, um banco ou uma organização conhecida. Estas mensagens direcionam o usuário a um site forjado, que tenta roubar dados pessoais do internauta, como ocorre no caso de falsas páginas eletrônicas de instituições financeiras que solicitam números de contas e senhas bancárias.

Estes mesmos phishings também podem transportar outra modalidade de malwares: os Trojan horses (cavalos de Tróia, em português). Similar ao mito grego, estes programas, que possuem diversas variantes, geralmente se apresentam como um presente (ou um benefício) à vítima, mas na verdade agem como porta de entrada para que o problema invada o computador.

Por exemplo: um software que supostamente serviria para tocar música, na verdade leva para o interior do terminal um programa espião, capaz de revelar informações sigilosas da máquina. Pelo menos os cavalos de Tróia são mais simples de se remover do que vírus ou outros tipos de malwares.

Conto do vigário
Outro tipo de malwares é o scam, que pode ser descrito como uma fraude virtual com intenções estritamente de ganhos financeiros. Trata-se de um e-mail, quase sempre proveniente de países distantes, que oferece à vítima a parceria em um negócio (escuso ou não) supostamente lucrativo, como a lavagem de dinheiro através de sua conta bancária. Uma vez enganado, o internauta passa informações confidenciais ao fraudador ou paga uma taxa por um serviço (ou produto) que nunca irá receber.

Além destas ameaças, há, ainda, os chamados hoax (boato), que apenas fazem as vítimas acreditarem em algo falso, e acabam se disseminando rapidamente pela rede, por meio do encaminhamento de e-mails. Exemplo de hoax são as mensagens que avisam os receptores sobre a presença de um vírus em suas máquinas, e os orientam a deletar o arquivo contaminado, quando na realidade se trata de um arquivo importante para o funcionamento do computador.

Com todas essas ameaças de nomes estranhos e mecanismos de ação diferenciados, não é difícil reconhecer que os vírus são apenas os inimigos mais conhecidos do mundo virtual.

 

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