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Tesouro Direto: boa opção sobretudo para quem tem pouco para investir

Baixo risco e custos reduzidos são principais vantagens, sobretudo para quem tem menos que R$ 5.000 para investir

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SÃO PAULO - Uma das preocupações mais evidentes do novo governo na área financeira tem sido reduzir a chamada "exclusão bancária", ou seja, reduzir o número de pessoas que não têm acesso a serviços bancários em função do reduzido patamar de renda.

Além de iniciativas como o "Banco Popular", lançada pelo Banco do Brasil, outra medida que deve favorecer o investidor que tem menos recursos para aplicar é a maior divulgação do programa Tesouro Direto, que permite aos investidores a compra direta de títulos do Tesouro Nacional através da internet.

Opção para quem investe em fundos DI ou de renda fixa
A compra direta destes títulos pode representar uma alternativa bastante atrativa para quem atualmente investe em fundos DI ou de renda fixa, já que o perfil de risco é muito similar e, em muitos casos, os custos envolvidos podem ser bem menores.

A diferença nos custos, por sua vez, afeta diretamente a rentabilidade final, pois custos menores podem significar um retorno melhor para o investidor, principalmente para aqueles que aplicam em fundos DI.

Grande diferença de custos
A redução dos custos para quem investe através do Tesouro Direto deve ser sentida principalmente pelos investidores que têm poucos recursos para investir, e, por isso, caso queiram aplicar em fundos de investimento, acabam tendo que pagar elevadas taxas de administração.

Uma análise dos fundos DI com valores de aplicação inicial mínima entre R$ 100 e R$ 250 mostra que as taxas de administração cobradas nestes investimentos são bastante salgadas. Considerando os fundos oferecidos por nove dentre os maiores bancos que atuam no Brasil (Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Itaú, Unibanco, Banespa Santander, ABN Real, HSBC e Citibank), as taxas de administração destes fundos DI variam entre 2% e 5%.

Já o investimento através do Tesouro Direto tem custos menores, mesmo somando as três taxas envolvidas na operação: custódia, taxa de serviços e taxa administrativa. Segundo informações do Tesouro Nacional, a taxa de custódia é de 0,4% sobre valor dos títulos em custódia e, caso o investidor mantenha a aplicação por mais de um ano, ela é restituída.

Além disso, os investidores devem pagar uma taxa de serviços de 0,03% sobre o valor da compra a título de informação e prestação de saldos e extratos, e uma taxa administrativa, que varia entre instituições, no intervalo entre 0,25% a 0,5% do montante aplicado.

Perfil de risco similar
Embora os custos de investir no Tesouro Direto sejam menores do que muitos fundos DI, isso, porém, pode não garantir uma melhor rentabilidade. Embora esta seja a tendência na maioria das vezes, em alguns casos os gestores conseguem garantir uma rentabilidade maior para os fundos, refletindo sua estratégia de investimentos.

Outro ponto a ser analisado é o risco. Neste ponto, porém, as alternativas de investimento apresentam um perfil próximo de risco, já que boa parte das carteiras dos fundos DI e de renda fixa são compostas por títulos do Governo Federal, similares ou muitas vezes iguais aos oferecidos diretamente pelo programa Tesouro Direto.

Vale a pena analisar
Assim, vale a pena gastar um pouco de tempo e analisar o investimento no Tesouro Direto. Embora a diferença de custos caia de forma significativa para quem tem mais que R$ 25.000 para investir, muitas vezes o investimento via Tesouro Direto permite ao investidor aplicar seu dinheiro mais de acordo com o seu perfil.

Neste sentido, como o Tesouro Direto permite o investimento tanto em títulos pré-fixados, como pós-fixados indexados pela Selic ou por índices de preços como o IGP-M e o IPCA, o investidor pode decidir pelos papéis que mais se adaptam à sua estratégia de investimento e ao seu bolso, já que com cerca de R$ 200,00 você já pode investir.

 

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