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Nova extensão JPEG vai permitir que seu celular armazene o dobro de fotos sem aumentar a memória

O grupo completa 25 anos em 2018 e está trabalhando no chamado formato JPEG XL, que deve consumir até 60% menos espaço 

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(Shutterstock)

SÃO PAULO - Uma nova extensão do Joint Photographic Experts Group (JPEG), o grupo que lançou o padrão de compressão de imagem bastante conhecido .jpeg, vai permitir, em breve, que seu celular armazene o dobro de fotos sem ter que aumentar a memória. 

O grupo completa 25 anos em 2018 e está trabalhando no chamado formato JPEG XL, que deve consumir até 60% menos espaço, segundo informações do CNET

Esse formato mais eficiente, ao reduzir o tamanho das fotos, além de permitir que o dobro de fotos fique armazenadas no telefone, reduz os gastos em serviços de armazenamento em nuvem e diminui o uso de dados móveis e compartilhamento de arquivo fica mais rápido. Vale lembrar que a novidade chegaria para smartphones Android e iOS. 

O JPEG XL teria novas funcionalidades, mas continuaria sendo um formato de compressão com perda de qualidade, como acontece com o JPEG hoje. Isso não significa que o JPEG irá desaparecer completamente. As mesmas câmeras, navegadores, telefones e aplicativos de edição de fotos que exibem e salvam JPEGs atualmente continuarão da mesma forma. O sucessor pode modernizar a fotografia de maneiras que são importantes - não apenas cortando tamanhos de arquivo, mas também abrindo as portas para fotos ao vivo, efeitos de edição em 3D e outras melhorias.

O grupo JPEG tem grandes esperanças. A empresa pediu que organizações interessadas enviassem ideias de tecnologia até 1 de setembro e afirma que 60% menos espaço é apenas o ponto de partida. "Esperamos uma eficiência de compressão muito maior com o JPEG XL quando comparado ao JPEG", disse Touradj Ebrahimi, presidente do comitê de padronização do JPEG. 

O executivo reconhece, no entanto,  que existe o risco "de o novo formato não ser adotado", por isso a novidade precisa chegar sendo bem eficiente. "Se três ou mais formatos concorrentes de compressão de imagem forem empurrados por grandes empresas que dominam parcelas consideráveis ??do ecossistema de multimídia, eles se enfraquecerão mutuamente", disse Ebrahimi. "Eles podem até falhar e nunca substituir o bom e velho formato JPEG se os consumidores não conseguirem abrir as fotos que recebem". 

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