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10 coisas que o Google não vai lhe contar

Os segredos que a maior empresa de busca do mundo não quer que seus consumidores saibam

Google
(Reuters)

SÃO PAULO – O Google, maior empresa de serviços on-line e softwares que dominou os usuários com mapas, site de busca, dispositivo móvel, e-mail, rede social, entre outros serviços, é considerada uma das melhores empresas para se trabalhar e uma gigante comparada a outros sites de busca. No entanto, segundo o site SmartMoney, a empresa não é tão perfeita quanto parece. Veja o que a empresa, segundo o site, jamais vai lhe contar:

1- “Nós sabemos o que você fez no verão passado”: a empresa é incomparável quando se trata de dominação. Ela deve essa dominância não só à forma como distribui informações para seus consumidores, mas também pela quantidade de dados que recolhe a partir deles.

A política de privacidade unificada dao Google, que entrou em vigor em março, como substituto para as políticas separadas de busca, e-mail, mapas e YouTube, já sofre críticas da Comissão Nacional da França de Computação e Liberdade, que acredita que o documento não é claro o suficiente para explicar aos usuários como os dados pessoais, incluindo localização e número do cartão de crédito, são usados e recolhidos, nem por quanto tempo detém esses dados.

Em agosto, a empresa foi multada em US$ 22,5 milhões pela Comissão de Comércio Federal americana, pois ignorou as configurações de privacidade do navegador Safári, da Apple, em dispositivos móveis e desktops com o intuito de monitorar os usuários para orientá-los com publicidade.

Outra questão é o serviço de mapeamento da empresa, que pretende cobrir áreas metropolitanas habitadas por 300 milhões de pessoas, em vários países, até o final do ano. No entanto, essas pessoas não estão sendo consultadas. Por sua parte, a Google informa que as imagens são adquiridas de aviões comerciais e que a resolução não é confiável o suficiente para que seja uma preocupação.

2- “Os mapas da Apple não são tão ruins quanto dizem”: com a retirada do Google Maps do novo sistema operacional iOS 6 da Apple e a criação do Apple Maps, muitos criticaram porque o novo sistema não tinha a mesma exatidão e apoio de transporte público como no antigo.

No entanto, o CEO e fundador da AdGent Digital, Cameron Yuill, acredita que a Apple não vai sofrer com o seu erro por muito tempo, uma vez que mais de 100 milhões de pessoas já utilizam o novo mapa. Além disso, o Google ainda está desenvolvendo um aplicativo para o iOS 6, enquanto isso os usuários deste sistema podem acessar mapas do Google por meio de seu nagevador, um inconveniente que pode levar os usuários a buscarem outros aplicativos que substituam o Google Maps.

3- “Sua reputação on-line não é nosso problema”: de acordo com o conselheiro-geral e vice-presidente de desenvolvimento da Avvo, fórum on-line que dá assessoria jurídica, remover qualquer informação dos resultados do Google é um grande desafio, a não ser que você tenha uma ação legal.

Apesar de utilizar algoritmos que são projetados para dar prioridade às menções pertinentes em blogs, que apresentam qualidade variável, e sobre os recursos on-line como a Wikipedia, a empresa informa que só remove resultados apenas por razões legais ou de direitos autorais. Para garantir a reputação on-line, a empresa recomenda que os usuários e instituições criem um perfil no Google+, pois o perfil ficará no topo dos resultados de busca.

4- “Nosso tablet não é páreo para o iPad”: o Nexus 7, primeiro tablet do Google, junto com a Asus, e desenvolvido com o sistema operacional Linux, apesar de ter sido bem recebido pela crítica, o vice-presidente para clientes e displays da empresa de pesquisa IDC, Bob O’Donnell, o Nexus 7 vai ter um grande desafio com o mini iPad da Apple.

Mesmo antes do lançamento do mini aparelho, a participação da Apple no mercado subiu 68% no segundo trimestre de 2012. No primeiro trimestre, a empresa tinha 62% contra 9,6% da Samsung, 5% da Amazon, fabricante do Kindle, e 3,4% do Asus, fabricante do Nexus 7. O’Donnell não acredita que o tablet do Google passará de 30% do mercado nos próximos cinco anos.

5- “Boa sorte com o download do nosso mais recente sistema operacional móvel”: o Android, sistema operacional da empresa, foi lançado em setembro de 2008 e já passou por dez versões, excluindo as pequenas atualizações. Sendo que o seu principal concorrente, a Apple, lançou seis versões do iOS.

A principal dificuldade é atualizar todos os aparelhos que possuem o sistema. O Google diz que disponibiliza o software mais recente para os fabricantes, que devem adaptar os aparelhos. No entanto, este é um processo lento; o Android 2.3, do sistema operacional Gingerbread, lançado em dezembro de 2010, é a versão mais popular, funcionando em 24% dos dispositivos, enquanto o Android 4.1 Jelly Bean, a versão mais recente, está instalado em 1,8%.

6- “Não se esqueça de ter um antivírus”: a busca por aplicativos Android no mercado aumentou a pirataria de aplicativos que podem conter vírus. Um exemplo é o famoso jogo Angry Birds, que foi falsificado no início de 2012 e se infiltrou em vários smartphones.

Um estudo realizado pela Sophos, uma empresa de segurança na internet, mostrou que o número de aplicativos piratas do Android atingiu mais de 50 mil nos nove primeiros meses do ano, contra somente mil em 2011.

7- “Nós não temos um shopping”: quando os usuários vão realizar compras pela internet, a maioria procura o Amazon.com, pois as críticas e opiniões de leitores são mais abrangentes do que no Google. Atualmente, somente 13% dos consumidores começam a pesquisa de compras pelo site de buscas, sendo que há dois anos 24% realizavam as compras pelo Google.

O motivo é de que o controle de qualidade da Amazon é maior quando se trata de comerciantes. Além de o Google estar sendo criticado por ter se tornado um serviço de anúncio pago, onde aquele que quer vender paga para se manter no topo da lista de pesquisa.

8- “Nossos livros virtuais estão juntando pó”: lançado em 2010, o Google Print é um dispositivo de busca e compra de livros eletrônicos. No entanto, poucas pessoas compram livros do Google, revelou a pesquisa realizada pelo Codex Group, Apesar de 68% dos compradores de livros utilizarem a busca, apenas 0,5% dos livros vendidos em agosto foram comprados por meio do Google e 1,5% livros novos foram encontrados na pesquisa.

Já a Amazon.com corresponde a 23,5% de todos os livros vendidos no mesmo período. A explicação, de acordo com o presidente de marketing e pesquisa do Codex Group, Peter Hildick-Smith, é de que a Amazon já possui sua livraria por quase duas décadas e já é conhecida pelos consumidores, enquanto o Google é conhecido como um dispositivo de busca e não de venda de e-books.

9- “Por que as pessoas ainda não abandonaram suas carteiras?”: a empresa possui ambiciosos planos com o Google Wallet, um celular baseado em serviço de pagamentos exclusivos para telefones Android, que tem a capacidade de receber em tempo real as ofertas e cupons de lojas nas proximidades. 

Lançado em setembro de 2011, ele ainda irá fornecer verificação da identificação que as pessoas possam realizar check-in para um vôo, baixar cartões de embarque virtuais, e até mesmo manter suas carteiras de habilitação em seus telefones. 

Para o diretor sênior de comunicações globais do PayPal, Anuj Nayar, os consumidores não precisam de carteiras móveis, pois ela não oferece vantagem em passar um cartão de crédito ou pagar em dinheiro. Atualmente, o Google Wallet está associado a apenas 25 varejistas para fazer pagamentos e aplicar cupons, no entanto a empresa afirma trabalhar em 200 mil pontos de venda em todos os Estados Unidos.

10- “Escritórios divertidos são uma armadilha para os trabalhadores”: o Googleplex, sede da empresa, que ocupa uma área de 47 mil metros quadrados, na Califórnia, abriga a maior parte dos funcionários e possui quadra de vôlei, boliche e horta. Outros escritórios em Londres e Zurique possuem biblioteca com sofá, sala de conferência acolchoada e até um ônibus de dois andares.

Segundo a empresa, essa é uma forma de “maximizar a criatividade, inovação e bem-estar”, porém, para o professor de ciência de gestão e engenharia da Universidade de Stanford, Bob Sutton, empresas que oferecem muitas atividades dentro do escritório querem que os funcionários passem o máximo de tempo no trabalho.

 

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