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Taxa de juros para pessoas físicas atinge maior valor desde novembro de 2012

Segundo dados da Anefac, a taxa de juros média geral para pessoa física passou de 5,53% ao mês, em setembro, para 5,56% ao mês, em outubro

Juros
(Getty Images)

SÃO PAULO – No mês passado, a taxa de juros média geral para pessoa física apresentou avanço de 0,03 ponto percentual, passando de 5,53% ao mês, em setembro, para 5,56% ao mês, em outubro. Segundo dados divulgados pela Anefac (Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), nesta quinta-feira (14), este é o maior resultado desde novembro do ano passado.

Consideradas as seis linhas de crédito utilizadas pelo consumidor e analisadas pela Anefac, apenas o cartão de crédito-rotativo se manteve estável, em 9,37% ao mês. As outras cinco foram elevadas ficando da seguinte forma:

Juros do comércio: de 4,14% a.m. para 4,19% a.m.

Cheque especial: de 7,83% a.m. para 7,89% a.m.

CDC – bancos: de 1,64% a.m. para 1,65% a.m.

Empréstimo pessoal - bancos: de 3,12% a.m. para 3,16% a.m.

Empréstimo pessoal – financeiras: de 7,07% a.m. para 7,09% a.m.

Juros e Selic
Ainda conforme a Anefac, considerando todas as reduções e elevações da taxa Selic, a taxa básica de juros, promovidas pelo Banco Central no período de julho de 2011 a outubro de 2013, houve uma redução da Selic de 3,00 pontos percentuais, ao sair de 12,50% ao ano em julho de 2011 para 9,50% ao ano em outubro de 2013. No mesmo período, a taxa de juros média para pessoa física apresentou uma redução de 26,79 pontos percentuais, de 121,21% ao ano em julho de 2011 para 91,42%% ao ano no mês passado.

Na opinião do diretor-executivo de estudos econômicos da Anefac, Miguel José Ribeiro de Oliveira, tendo em vista os atuais indicadores de inflação mostrando pressões inflacionárias, bem como o fato do índice oficial de inflação estar bem acima do centro da meta do Banco Central, deverá ocorrer nova elevação da taxa básica de juros (Selic) na próxima reunião do Copom, dias 26 e 27 de novembro. “Por conta disso é provável que as taxas de juros das operações de Crédito voltem a ser elevadas nos próximos meses”, finalizou o diretor.

 

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