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Carteira de crédito da Caixa cresce 43% até fevereiro

Infraestrutura deve liderar empréstimos

Agência da Caixa Econômica Federal em Belo Horizonte
(Wikimedia Commons)

Por Aluisio Alves

SÃO PAULO, 25 Mar (Reuters) - A Caixa Econômica Federal acelerou ainda mais o crescimento de sua carteira de crédito no começo de 2013 e a expansão deve ser liderada por maiores concessões para infraestrutura, disse à Reuters o vice-presidente de Finanças do banco.

No final de fevereiro, o estoque de financiamentos do banco estatal havia crescido 43 por cento em 12 meses, nível superior aos 41,8 por cento de crescimento registrado em 2012.

"Vamos fechar o primeiro trimestre com números muito positivos, especialmente em crédito", disse à Reuters Márcio Percival.

Segundo o executivo, diferente do que tem acontecido nos últimos anos, quando o carro-chefe das concessões foram empréstimos habitacionais --a principal linha do banco-- e para financiamento ao consumo, desta vez o plano é que a infraestrutura lidere.

No ano passado, Caixa e Banco do Brasil foram os líderes na concessão de empréstimos, especialmente para financiamento ao consumo, atendendo orientação do controlador, o governo federal, de ampliar os empréstimos para tentar acelerar a economia, enquanto os rivais privados desaceleraram de olho na inadimplência.

De acordo com Percival, o crédito da Caixa para infraestrutura representa 10 por cento de sua carteira comercial e a intenção é de que esse percentual cresça, embora ele não tenha mencionado quanto.

Dos 70 bilhões de reais que a Caixa pretende emprestar para este segmento em 2013, cerca de 45 bilhões de reais já estão em fase avançada de negociação, disse Percival. Em 2012, a Caixa emprestou 36 bilhões de reais neste segmento.

Na última sexta-feira, o executivo reuniu-se com empresários da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib) e disse que a demanda do setor por financiamentos tem aumentado, refletindo a expectativa de maior crescimento econômico do país neste ano.

BANCO DE INVESTIMENTOS

Para Percival, a liberação de recursos da Caixa para o setor deve ganhar fôlego na segunda metade do ano, quando espera que seu banco de investimentos já esteja funcionando. Com ele, a Caixa pretende montar outras estruturas de financiamento, além dos empréstimos bancários diretos, como project finance.

"Estamos aguardando autorização do Banco Central, para julho, no máximo", disse Percival.

Entre os alvos dos financiamentos, estão os leilões de concessão de rodovias e de ferrovias, previstos para acontecer nos próximos meses.

Para o executivo, ter bons números de crescimento do primeiro trimestre será um bom argumento para apresentar a investidores em maio, quando a Caixa pretende fazer uma captação internacional de até 2,5 bilhões de dólares.

"Será uma forma de desfazer esse mal estar criado por causa da Moody's", disse Percival.

Na semana passada, a agência de classificação de risco cortou o rating de emissor de longo prazo da Caixa para "Baa2", citando a erosão de suas posições de capital depois de anos de rápida expansão do crédito. (Por Aluisio Alves)

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