EXPERIMENTE!

Clique e experimente a
versão rápida do

Em minhas-financas / credito

Consumidor: procura por crédito recua 3,1% em 2012

Segundo economistas, a queda pode ser explicada pela inadimplência e elevados graus de endividamento do consumidor

empréstimos

SÃO PAULO - O número de consumidores que procuraram crédito no ano passado recuou 3,1% na comparação com 2011. Foi o pior resultado anual de toda a série histórica que teve início em 2007, segundo revelou Indicador Serasa Experian da Demanda do Consumidor por Crédito, divulgado nesta sexta-feira (11).

Segundo os economistas da Serasa, a demanda do consumidor por crédito apresentou dois comportamentos distintos em 2012. O primeiro foram as quedas nos três primeiros trimestres do ano e início de recuperação a partir do último trimestre do ano. Os crescimentos anuais observados foram: 1º trimestre/12 (-6,8%), 2º trimestre/12 (-7,9%), 3º trimestre/12 (-3,1%) e 4º trimestre/12 (+6,0%).

"Todavia, o crescimento positivo observado no último trimestre do ano foi insuficiente para neutralizar o recuo acumulado durante os primeiros nove meses de 2012, recuo este determinado pela escalada da inadimplência e pelos elevados graus de endividamento e de comprometimento da renda do consumidor".

Regiões
Ao analisar as regiões, os dados revelam que aquelas com rendas per capita mais baixas apresentaram os melhores resultados em termos de busca dos consumidores por crédito. No Norte houve alta de 4,8%, enquanto no Nordeste, a expansão foi de 1,7%. 

Confira na tabela abaixo o desempenho de todas as regiões brasileiras na comparação anual para a demanda do consumidor por crédito:

Índice de tomada de crédito da pessoa física
Região 
Centro-Oeste -4,4%

Norte

4,8%
Nordeste -1,7%
Sul -5,6%
Sudeste -4,2%

Renda Mensal
O estudo avalia ainda a demanda por crédito de acordo com a classe de renda pessoal mensal. Apenas aqueles que ganham até R$ 500 por mês exibiram elevações de suas demandas por crédito no ano passado, com alta de 4,9% em relação a 2011. Esses consumidores foram mais diretamente influenciados pelo aumento do salário-mínimo, que cresceu 14% no ano passado, e pelos programas oficiais de transferência de renda (como bolsa-família, por exemplo).

Todas as demais faixas de renda apresentam quedas na demanda por crédito em 2012. Neste sentido, os recuos tenderam a ser mais acentuados nos extratos mais superiores de rendimento: -5,4% para quem ganha entre R$ 2.000 e R$ 5.000 mensais; -5,6% para rendimentos mensais entre R$ 5.000 e R$ 10.000; e -5,2% para consumidores que ganham mais de R$ 10.000 por mês.

Por outro lado, os consumidores que ganham entre R$ 500 e R$ 1.000 reduziram as suas demandas por crédito em 3,4% no ano passado e para aqueles que recebem entre R$ 1.000 e R$ 2.000 mensais, o recuo foi de 4,1%.

Contato