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Custos devem caber no seu bolso

[CYRELA] Custos devem caber no seu bolso

A casa onde você mora está de acordo com o seu padrão financeiro? Será que você não mora além das suas possibilidades? Essa é uma questão muito sutil na vida das pessoas. Todo mundo quer morar bem e acaba comprometendo grande parte da renda na aquisição de um imóvel. Tem gente que deixa de viajar ou de fazer suas refeições fora de casa para morar num amplo apartamento num bairro sofisticado. Cada um tem uma preferência.

O que não se pode fazer é colocar suas finanças em risco apenas para atender aos caprichos de sua família. Cada um deve morar na casa que pode. Não adianta querer financiar um imóvel de alto padrão se tiver que comprometer boa parte da sua renda com as prestações. Para definir um valor razoável para o imóvel onde você pretende morar é preciso ter os pés no chão e tomar cuidado para não prejudicar a flexibilidade de sua vida financeira.

Não comprometa demais sua renda
A maioria das pessoas não possui um saldo bancário suficiente para comprar uma casa à vista. Dessa forma, são obrigadas a financiar boa parte do valor do imóvel. Neste sentido, a recomendação é que você nunca comprometa mais de 20% de seu orçamento com as prestações do financiamento.

Se a sua família já está definida e você decidiu comprar um apartamento que atenda às suas necessidades nos próximos dez anos, o passo seguinte é definir um valor que caiba dentro do seu orçamento.

O ponto negativo de um financiamento é o volume que será gasto com o pagamento de juros. Imagine que, para comprar um imóvel de R$ 100 mil, você seja obrigado a financiar 80% de seu valor, ou seja, R$ 80 mil, que serão pagos em 10 anos. Apenas com os juros você estará gastando ao longo desses 120 meses mais de R$ 67 mil, considerando-se hipoteticamente uma taxa de 12% ao ano mais TR, ou cerca de 14,6% ao ano (1,14% ao mês).

Nesse sentido, quanto menor o valor financiado, menos você gastará com juros e mais barata será a aquisição de sua casa. Se a parcela de financiamento for reduzida para 50% do valor do imóvel, os juros gastos cairão para aproximadamente R$ 42 mil, o que significa uma economia de R$ 24,9 mil. Quanto custa contratar um arquiteto
Contratar um arquiteto custa caro? A resposta é simples: não. Ao contrário do que a maioria pensa, contratar um arquiteto para projetar sua casa ou reformar seu apartamento não custa caro. Há algumas décadas, esses profissionais eram escassos no mercado e o preço era alto. Em São Paulo, por exemplo, o número de arquitetos formados nos anos 50 era de apenas três por ano, em média. Era natural que eles cobrassem mais pelos projetos, uma vez que a concorrência era menor.

Com poucos profissionais no mercado, havia ainda certo preconceito e obscuridade nesse ramo. Não se sabia ao certo qual era o papel do arquiteto dentro de uma obra. Os proprietários faziam o "projeto" da casa e encomendavam ao engenheiro-arquiteto apenas a execução. Mesmo que hoje o quadro nessa área não seja muito diferente, há maior aceitação do arquiteto e, além disso, o preço do projeto tornou-se muito menor. Com a proliferação de escolas de arquitetura pelo País e o aumento das vagas daquelas já existentes, o preço desses profissionais despencou.

É fácil identificar uma residência projetada por um arquiteto e outra por uma dona-de-casa. Na última o gosto geralmente é mais duvidoso e o espaço, mal dividido. Portanto, ter o imóvel projetado com "a sua cara" pode dificultar sua venda posteriormente. Por outro lado, o arquiteto tende a ter um gosto mais universal, o espaço é melhor utilizado e os materiais escolhidos são mais adequados na execução da obra.

Mesmo quem não está pensando em vender uma casa que ainda não saiu da prancheta, é preciso destacar que uma família muda de necessidades ao longo dos anos e (na maioria das vezes) de padrão socioeconômico, para cima ou para baixo. E uma casa bem construída, com um traço de bom gosto, é infinitamente mais líquida no mercado imobiliário do que aquela feita com os caprichos da dona. Não estamos tratando de arquitetos famosos, consagrados no exterior e nem com uma coleção de prêmios de arquitetura. O profissional em questão é o arquiteto médio, com uma boa formação e certa experiência em projetos. Claro que é impossível definir um valor exato. Tudo vai depender do tamanho da obra e do nível de detalhamento.

Quanto maior o tamanho da construção, menor será a proporção dos custos do arquiteto em relação do total da obra. Isso que dizer que para uma casa simples, de aproximadamente R$ 70 mil com o terreno, o preço do projeto (detalhado) ficará entre R$ 2 mil e R$ 3 mil, o que equivale a um valor entre 2,9% e 4,3% do total da obra. Não se esqueça que o valor da casa se refere ao custo da obra e da aquisição do terreno, e não ao valor de mercado da propriedade.

Já numa casa de R$ 300 mil, o preço ficará entre R$ 5 mil e R$ 7 mil, correspondendo a uma taxa entre 1,7% e 2,3%. Não podemos esquecer que o arquiteto também tem autorização para executar a construção de uma casa e pode ser o responsável técnico pela obra. Apesar de serem poucos os profissionais que sabem como construir de forma eficiente (essa tarefa cabe mais a um engenheiro civil), existem bons arquitetos no mercado, cobrando uma taxa de administração da obra que varia entre 10% e 25% dos custos totais da construção.

 

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