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Gol suspende voos internacionais: saiba quais são os seus direitos

Clientes com viagens previstas nas aeronaves 737 Max 8 serão comunicados e reacomodados em voos da empresa ou de outras companhias aéreas 

avião da Gol sobrevoa Porto Alegre
(Divulgação)

SÃO PAULO - A GOL anunciou que suspendeu temporariamente as operações comerciais das suas aeronaves Boeing 737 Max 8, modelos envolvidos em dois acidentes nos últimos cinco meses, o mais recente na Etiópia, no último domingo (10). 

Em decorrência, desse anúncio a empresa teve de cancelar voos programados para os Estados Unidos na última terça-feira (12). Foram afetados três voos nas rotas Brasília-Miami, Brasília-Orlando e Fortaleza-Miami. 

A empresa disse via comunicado oficial que "desde o início das operações com o avião Boeing 737 Max 8, em junho de 2018, já realizou 2.933 voos, totalizando mais de 12.700 horas, com total segurança e eficiência". Atualmente a frota da companhia é composta por 121 aeronaves Boeing, das quais sete modelos 737 Max 8.

A Gol informou que os clientes com viagens previstas nas aeronaves 737 Max 8 serão comunicados e reacomodados em voos da empresa ou de outras companhias aéreas, como a parceira Delta Air Lines. A central também permanece à disposição pelo telefone 0800 704 0465.

A empresa continuará operando os destinos internacionais de longo curso com os aviões Boeing 737 NG, sem previsão de cancelamento na malha.

Como ficam os passageiros com os voos cancelados?

No entanto, se seu voo foi cancelado é importante saber seus direitos e como você deve proceder. De acordo com a advogada especialista em Direito Civil Adriana Omelczuk Latrova, o primeiro passo é entrar em contato com a própria companhia aérea.  

Neste caso, a Gol já se prontificou a auxiliar todos os passageiros nessa situação, então teoricamente é mais fácil conseguir esse auxílio. 

“Os passageiros devem procurar a Gol e questionar como ficará seu caso. A empresa vai negociar caso a caso com o passageiro”, afirma Latrova.

De acordo com a advogada, o consumidor não pode sair no prejuízo e a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) fiscaliza de perto casos como este.

Além disso, a Anac explica que o passageiro pode solicitar reembolso quando ocorrer atraso do voo por mais de quatro horas; cancelamento ou interrupção do voo; preterição do passageiro (embarque negado); e/ou desistência da viagem pelo passageiro após uma mudança no voo. 

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