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Polícia Federal investiga aplicação indevida de recursos públicos do esporte

Policiais federais cumpriram 15 mandados de busca e apreensão em 6 cidades abrangendo os estados de Sergipe e São Paulo e no Distrito Federal

Dinheiro - notas de 100
(Shutterstock)

SÃO PAULO - A Polícia Federal deflagrou na quinta-feira (12) a Operação Sete Metros, com o objetivo de apurar a associação criminosa entre gestores da Confederação Brasileira de Handebol e de empresas privadas para a prática de irregularidades na aplicação de R$ 6 milhões repassados pela União, através do Ministério do Esporte, para a realização do Campeonato Mundial de Handebol Feminino no Brasil, em 2011, durante o ciclo preparatório para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro de 2016.

Policiais federais cumpriram 15 mandados de busca e apreensão em 6 cidades abrangendo os estados de Sergipe e São Paulo e no Distrito Federal. As investigações demonstraram que a CBHb, sediada em Aracaju, recebeu e continua recebendo recursos federais com fundamento na Lei Agnelo Piva, repassados pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB), para aplicação em ações voltadas para o desenvolvimento do handebol no país.

Contudo, os indícios até aqui reunidos apontam que, na aplicação dos valores recebidos, os envolvidos fraudaram licitações, subcontrataram pessoas físicas e jurídicas impedidas de contratar com a União, superfaturaram valores de bens e serviços adquiridos, realizaram pagamentos por serviços não prestados e por bens não entregues e falsificaram documentos nas prestações de contas, incorrendo, por isso, em diversos crimes.

A operação foi batizada de Sete Metros em alusão à penalidade máxima aplicada a quem comete faltas graves nos jogos de handebol.

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