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Voto impresso vai custar R$ 57,4 milhões neste ano

No entanto, a impressão dos votos ainda não foi aprovada pelo STF (Supremo Tribunal Federal), mas está na pauta desta semana

Urna eletrônica
(José Cruz/Agência Brasil)

SÃO PAULO - Cerca de 5% de todas as urnas do país, ou 30 mil delas, deverão disponibilizar o voto impresso nas eleições de outubro ao custo de R$ 57,4 milhões para a Justiça Eleitoral. O valor está no contrato com a CIS Tecnologia, empresa que venceu a licitação para fornecer os equipamentos para o TSE (Tribunal Superior Eleitoral). 

A CIS Tecnologia tem até 10 de setembro para entregar os equipamentos e os TREs (Tribunais Regionais Eleitorais) vão definir, entre 23 de julho e 31 de agosto, quais seções eleitorais terão os votos impressos. A distribuição será proporcional ao número de eleitores de cada estado.

No entanto, a impressão dos votos ainda não foi aprovada pelo STF (Supremo Tribunal Federal), mas está na pauta desta semana. A PGR (Procuradoria Geral da República) é contra e afirma que "a norma legal enfrenta o direito fundamental do cidadão ao sigilo do voto, inscrito no art. 14 da Constituição. Além disso, conforme será demonstrado, a adoção do modelo impresso provoca risco à confiabilidade do sistema eleitoral, fragilizando o nível de segurança e eficácia da expressão da soberania nacional por meio do sufrágio universal”. Do outro lado, a APCF (Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais) defende o voto impresso.

Se aprovado, o mecanismo de voto impresso não dará direito ao eleitor levar o papel para casa. A impressão ficará com os auditores responsáveis pela contagem dos votos.

 

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