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Falta de combustível leva corrida aos postos; gasolina chegou a ser vendida a R$ 9,99

A greve já afeta a distribuição de produtos, a circulação do transporte público e até aeroportos

gasolina
(Thinkstock)

SÃO PAULO - A paralisação dos caminhoneiros iniciada na segunda-feira (21) gerou uma correria dos motoristas aos postos de gasolina na última quarta-feira. Enquanto alguns postos fecharam por falta de combustível, outros aproveitaram a grande demanda e o pouco que restava nas bombas para aumentar o preço. 

De acordo com o G1, o litro "recordista"  da gasolina foi encontrado na madrugada desta quinta-feira (24) no Distrito Federal, em que o posto vendia o combustível a R$ 9,99. Segundo fontes escutadas pela reportagem, houve até negativa dos frentistas em emissão da nota fiscal. Por conta do alvoroço, meia hora depois o valor caiu para R$ 5,99/litro. 

No Recife, o litro chegou a ser vendido a R$ 8,99. O posto localizado no bairro do Pina, na Zona Sul do Recife, foi interditado pelo Procon-PE, estabelecendo uma multa de R$ 500 mil e terá que ficar sem funcionar durante 72 horas.

Outro posto, na Zona Oeste da capital pernambucana também quis aproveitar o resto do combustível para aumentar o preço: R$ 6,99 o litro da gasolina. O valor sobe quando é colocado no cartão: R$ 7,04 no débito e R$ 7,19 no crédito. 

Em Santa Catarina, o Procon autuou na última quinta-feira (23) um posto que vendia o litro da gasolina comum a R$ 5,99 e o da aditivada a R$ 6,49 em Criciúma. Após a autuação, o posto mudou os preços da gasolina comum e aditivada para R$ 4,49 e R$ 4,99, respectivamente.

Entenda

A paralisação dos caminhoneiros começou na última segunda-feira (21) e é nacional. Dentre as reivindicações da  Abcam (Associação Brasileira de Caminhoneiros) estão mudanças na política de reajustes dos combustíveis da Petrobras e redução da carga tributária para o diesel. 

Ontem, a Petrobras anunciou uma redução de 10% no preço do diesel e um congelamento da tarifa por 15 dias, visando a normalização da categoria. A greve já afeta a distribuição de produtos, a circulação do transporte público e até aeroportos.

Apesar da medida, a greve continua. Para José da Fonseca Lopes, presidente da Abcam, a diminuição do preços dos combustíveis não resolve o problema: "Queremos uma política de redução de impostos e controle dos aumentos dos combustíveis", disse. 

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