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Grupo no Banco Central estuda regulamentar pagamentos instantâneos pelo celular

Pagamento instantâneo é toda transferência eletrônica de recursos na qual a transmissão da mensagem de pagamento e a disponibilidade de fundos para o recebedor ocorrem em tempo real

mobile money_pagamento via celular
(ThinkStock)

SÃO PAULO - Um grupo de trabalho formado por mais de 90 instituições, coordenado pelo Banco Central (BC), vai discutir e definir os requisitos fundamentais que servirão de base para a criação do ecossistema de pagamentos instantâneos no Brasil. O grupo também vai mapear as ações necessárias para ajustar o atual ambiente de pagamentos. 

Pagamento instantâneo é toda transferência eletrônica de recursos na qual a transmissão da mensagem de pagamento e a disponibilidade de fundos para o recebedor ocorrem em tempo real. O serviço deve estar disponível 24 horas por dia em todos os dias do ano – inclusive fins de semana e feriados. Tradicionalmente, a movimentação de recursos ocorre entre contas correntes (ou contas de pagamento).

Os pagamentos instantâneos podem ser utilizados para transferências entre pessoas, entre pessoas e estabelecimentos comerciais e entre estabelecimentos, além de transações envolvendo órgãos governamentais.

O chefe do departamento de operações bancárias e de sistema de pagamentos do Banco Central, Flávio Tulio Vilela, afirma que é possível que soluções específicas sejam desenvolvidas para nichos, mas é desejável que o ecossistema de pagamentos instantâneos no país preveja o uso amplo dessa modalidade.

Em agosto, o grupo deverá entregar um documento com o detalhamento dos requisitos fundamentais para o ecossistema de pagamentos instantâneos no Brasil.  O grupo de trabalho em si tem até novembro para concluir os trabalhos.

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