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Concorrente da Bitcoin envolvida em polêmica na China chega ao Brasil

OneCoin promete educação financeira e rentabilidade no universo das moedas eletrônicas, mas passa por graves acusações internacionalmente

Bitcoin
(Reuters)

SÃO PAULO – As moedas virtuais não são consideradas moedas e nem valores imobiliários, pela regulação brasileira. Isso não significa que elas não possuem um grande potencial de expansão por aqui. Na semana passada, mais uma empresa com foco nesta tecnologia anunciou seu plano de consolidação por aqui: a OneCoin, que promete alta valorização e maior segurança por meio de um programa de educação financeira, mas está envolvida em polêmicas e acusações ao redor do mundo.

Fundada pela búlgara Dra. Ruja Ignatova, a OneCoin compreende, além da moeda digital, um curso de gestão financeira chamado OneAcademy. O ingresso na rede que permite aquisição da moeda está atrelado à compra deste curso.

De acordo com a assessoria de imprensa da companhia, em dezembro de 2015, a cotação de uma OneCoin em sua rede privada era de 4,5 euros, mediante cotação atual de 5,65 euros, o que significa uma valorização de 25% em menos de cinco meses. Para o final deste ano, a expectativa é chegar entre 5 e 10 euros.

“O OneCoin traz uma ideia inovadora e disruptiva. Ela poderá ser transacionada independentemente da existência de uma conta bancária, por exemplo. Estamos muito animados em relação ao mercado brasileiro, até o fim do ano esperamos ter 500 mil afiliados no país”, comenta Dra. Ruja. A comercialização das OneCoins para o mercado aberto será iniciada ao atingir cerca de 80% de sua mineração, ou 5 milhões de usuários, o que deve ocorrer em 2019.

Prisões na China

No final do mês passado, a mídia internacional denunciou que a OneCoin estaria sendo investigada na China por atividades ilegais de captação de recursos e até lavagem de dinheiro de seus membros. Diversos investidores da companhia foram presos, e mais de US$ 30 milhões teriam sido apreendidos. 

Segundo o site Behind MLM, a companhia participava da lavagem de dinheiro de investidores através da emissora de cartões UnionPay, também chinesa. A mídia do país desde então publicou um documento do banco central que falava sobre o combate à fraude das moedas eletrônicas.

Não é mais possível realizar transações usando cartão de crédito no site da companhia, algo que antes era uma opção para os investidores. 

De acordo com a empresa, embora as pessoas presas estejam envolvidas em atividades ilícitas, essa movimentação ilegal não tem relação com a OneCoin. "A criptomoeda é muito bem sucedida [na China] e os chineses são conhecidos por adotar muito bem a inovação. Então a OneCoin está pressionando e trabalhando em diversas licenças para melhorar os negócios na China", disse a presidente em nota. 

 

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