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Ainda existem diversas fraudes em compras pela internet; saiba como se previnir

A tecnologia utilizada pelo Apple Pay e Samsung Pay, também usada por alguns sites de e-commerce, é a que garante mais segurança

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(Shutterstock)

SÃO PAULO – Um dos medos dos brasileiros ainda é fazer compras pela internet, embora as vendas de e-commerce tenham crescido nos últimos anos. Algumas lojas não cumprem com o que prometem, em termos de entrega, preços e descontos e, de certa forma, ainda existem os riscos de fraude de pagamentos em lojas pequenas – e até mesmo em grandes – que não possuem a segurança necessária.

O Brasil é um dos países com maior índice de fraude no mundo, o que também não é bom para os lojistas, já que a responsabilidade de fraude é 100% deles. Não somente a responsabilidade, mas também o prejuízo caso o pagamento não for recebido. “Nenhuma loja consegue ter zero fraudes”, explicou Jerome Pays, diretor de e-commerce da PayZen, gateway online para e-commerce da multinacional Lyra. O que se pode fazer, segundo o próprio, é minimizar os riscos com as análises antifraudes.

Essas análises são variadas e podem ser cada vez mais complexas, reduzindo ainda mais as chances de uma fraude acontecer. Elas podem ser feitas de acordo com o comportamento do consumidor, o mais comum, tendo como base o histórico de compras – por exemplo, se a última compra fugir totalmente do padrão do consumidor, a análise a coloca como fraude e ela acaba sendo negada.

Mas essa pode ser uma análise falha, que muitas vezes deixa passar compras fraudadas e acaba perdendo algumas que são verdadeiras. Por isso o aconselhável, tanto para o cliente que tem seus dados do cartão roubados quanto para o lojista, é usar os níveis mais avançados de análise que enviam SMS com códigos a serem confirmados, tokens, etc – a chamada tokenização, método utilizado nos meios de pagamento Apple Pay e Android Pay.

“A tokenização, embora seja a melhor ferramenta para o e-commerce, é um pouco contraditória para eles, pois o público ainda tem medo e isso pode levar à perda de usuários e clientes”, completou Jerome. Dessa maneira, se acontecer alguma fraude, o lojista se livra de qualquer responsabilidade, e a frauda passa a ser bancária. “Assim, se usa o pagamento de maneira seletiva”, completou.

Vai comprar? Você pode se prevenir
Jerome aponta que alguns detalhes podem indicar que as lojas são seguras e ele não correrá riscos: o primeiro é o endereço da página contar com o “https” no começo – o “s” no final indica que os dados são seguros; o segundo é procurar se informar se a página faz parte do PCI compliance sobre meios de pagamentos, que asseguram dos dados do cartão – uma loja que não fizer parte pode armazenar os dados do cartão de maneira incorreta e está sujeita a multas.

Outro sinal que pode indicar que a loja não é segura é quando o portal não abre uma janela separada para os meios de pagamento. “As associações de e-commerce não garantem que as fraudes não vão acontecer, mas apenas que os descontos oferecidos na Black Friday, por exemplo, são reais. Elas não são uma garantia”, completou.

“Essas ferramentas e serviços que garantem a proteção de ambas as partes envolvidas em um e-commerce já existem, mas poucas pessoas as conhecem e de fato utilizam. É isso que estamos tentando mudar”, disse Thierry Costes, sócio-diretor da Lyra, que atua em 15 países.

 

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