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IPC-S perde força e desacelera alta para 0,53% em julho, informou a FGV

O indicador acumula altas de 6,98% no ano e de 9,61% nos últimos 12 meses

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(Elza Fiúza/ABr)

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) desacelerou a alta para 0,53% em julho, ante 0,82% em junho, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV), nesta segunda-feira, 3. A taxa de variação é ainda 0,08 ponto porcentual menor que a registrada na terceira quadrissemana de julho, quando o IPC-S havia subido 0,61%. O indicador acumula altas de 6,98% no ano e de 9,61% nos últimos 12 meses.

 

O resultado de julho ficou dentro do intervalo das estimativas dos analistas do mercado financeiro consultados pelo AE Projeções, que variavam de 0,49% a 0,62%, e ligeiramente abaixo da mediana, calculada em 0,54%.

 

Das oito classes de despesa analisadas, seis apresentaram decréscimo em suas taxas de variação. Dentro desses grupos, os destaques foram alimentação fora de casa (0,60% para 0,42%) em Alimentação (0,95% para 0,79%); automóvel novo (-0,04% para -0,40%) em Transportes (0,15% para 0,00%); roupas (0,19% para -0,30%) em Vestuário (0,14% para -0,33%); salas de espetáculo (3,30% para 2,52%), em Educação, Leitura e Recreação (0,07% para -0,07%); pacotes de telefonia fixa e internet (0,48% para 0,10%) em Comunicação (0,32% para 0,21%); e jogo lotérico (0,29% para 0,00%) em Despesas Diversas (0,38% para 0,30%).

 

No sentido contrário, registraram acréscimo os grupos Habitação (0,95% para 1,03%) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,51% para 0,56%), com destaque para os itens tarifa de eletricidade residencial (2,54% para 3,62%) e artigos de higiene e cuidado pessoal (0,28% para 0,37%), respectivamente.

 

Alimentação

 

O grupo Alimentação registrou desaceleração de 0,95% na terceira quadrissemana de julho para 0,79% na quarta leitura do mês e assim foi o que mais contribuiu para a perda de força do IPC-S.

 

Os itens com as maiores influências de baixa foram passagem aérea (de -15,50% para -16,66%), automóvel novo (de -0,04% para -0,40%), tomate (de -10,61% para -2,93%), etanol (de -1,05% para -1,07%) e vestido e saia (de -0,57% para -2,18%).

 

Já os cinco itens com as maiores influências de alta foram tarifa de eletricidade residencial (de 2,54% para 3,62%), condomínio residencial (de 1,67% para 1,52%), plano e seguro de saúde (de 0,91% para 0,96%), cebola (de 9,94% para 9,17%) e leite tipo longa vida (de 3,49% para 3,28%).

 

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