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Inadimplência: como participantes que pagam em dia podem se proteger?

Formação de fundo de reserva e contratação de seguro são suas maiores proteções, mas é preciso estar detalhado em contrato

SÃO PAULO - Tanto no financiamento quanto no consórcio, se você não se planejar, corre o risco de acabar não conseguindo manter as prestações em dia. A diferença é que no consórcio, além da sua capacidade individual de manter os pagamentos em dia, você também precisa se preocupar com o risco de inadimplência dos demais participantes.

O que fazer para se proteger deste tipo de situação? Em teoria, ao montar um grupo de consórcio, a administradora avalia a situação financeira de cada participante. Na prática, contudo, esta análise é bastante superficial e, não raro, se concentra apenas em avaliar se o participante em potencial está, ou não, com o nome em algum cadastro de inadimplente.

Qual o tratamento dado aos inadimplentes?
Assim, cabe a você, que está interessado em participar de um grupo de consórcio, tomar algumas precauções para diminuir o risco de que a inadimplência dos demais participantes venha a pesar no seu bolso.

Como? Simples, você deve procurar no contrato de adesão quais os critérios adotados para participantes inadimplentes, assim como deve se informar sobre as medidas de proteção adotadas pelo grupo. Dentre elas, as mais comuns são o seguro e o fundo de reserva. É no contrato que está definido, por exemplo, o prazo após o qual um participante será expulso do grupo se não pagar em dias as prestações.

Proteções adicionais
No contrato você também pode se informar sobre as proteções adicionais que a administradora está disposta a tomar para garantir a saúde financeira do grupo no caso de inadimplência de alguns participantes. Dentre as medidas mais comuns estão: a construção de um fundo de reserva e a contratação de seguro.

Como não se trata de uma proteção obrigatória, nos dois casos é preciso que estejam estipulados em contrato. Caso não estejam previstos em contrato, a cobrança de contribuição ao fundo de reserva ou de prêmio de seguro pode ser considerada ilegal e disputada pelo consorciado.

 

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