Caso 123Milhas: CPI aprova pedido de quebra de sigilo bancário e fiscal de empresas que compõem holding

Segundo deputado federal Ricardo Silva (PSD/SP), objetivo é investigar se há confusão patrimonial e indícios de prática de pirâmide

Paulo Barros

LUIS LIMA JR/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
LUIS LIMA JR/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga esquema de pirâmides financeiras aprovou, na tarde desta quarta-feira (13), o pedido de quebra do sigilo bancário e fiscal das oito empresas que compõem a holding dos sócios da 123Milhas.

A agência de viagens entrou na mira da CPI após anunciar a suspensão da venda e da emissão de novas passagens da sua linha promocional. A medida afetou milhares de brasileiros que compraram pacotes para os meses de setembro a dezembro deste ano.

Os sócios da companhia, ouvidos pela CPI na semana passada, já haviam sido alvo de pedido de quebra de sigilo bancário e fiscal, assim como a própria 123Milhas. Agora, os parlamentares buscam ampliar o escopo da investigação, incluindo todas as empresas sob o mesmo “guarda-chuva”.

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São elas:

Segundo o autor do requerimento, deputado federal Ricardo Silva (PSD/SP), o objetivo do pedido é “investigar e determinar positivamente se há confusão patrimonial”.

“A maior parte das empresas da holding atua no setor de turismo. Dessa forma, entende-se necessário averiguar o movimento bancário e fiscal de cada uma delas, a fim de examinar se há indícios de envolvimento em um esquema de pirâmide financeira”.

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Paulo Barros

Jornalista há quase 20 anos, editor de Investimentos no InfoMoney. Escreve principalmente sobre renda fixa e variável, alocação e o universo dos criptoativos