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Programa promoverá sucateamento de carros de mais de 15 anos para estimular vendas

Chamada de Programa de Sustentabilidade Veicular, medida deve gerar vendas adicionais anuais de 500 mil carros por ano

Carros - Bloomberg
(Buddhika Weerasinghe)

SÃO PAULO – Na quarta-feira desta semana, dia 6 de janeiro, o presidente da Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), Alarico Assumpção, anunciou um programa para impulsionar as vendas no setor automotivo do país; depois de queda de 26,5% em 2015.

Segundo ele, o programa, que se trata de um “compromisso verbal” entre governo e entidades do setor e poderá ser assinado ainda neste mês pelo governo federal, envolve carros com 15 anos ou mais de uso e caminhões a partir de 30 anos de uso. Motocicletas também serão contempladas.

Os veículos poderão ser trocados por créditos na compra de outros novos, com valores dependendo do estado de conservação. Nessa troca, o carro ou caminhão usado será desmontado e as peças recicladas. Além disso, é possível que o programa ofereçam, além do crédito, facilidades no restante do pagamento ao consumidor que participar. É um incentivo para que o brasileiro compre veículos novos.

A estimativa oficial da Fenabrave é que, com o programa, 500 mil veículos a mais sejam vendidos, sendo 30 mil caminhões. Há três anos que o setor automotivo vê quedas nas vendas, sendo que a de 2015 foi de 26,5%, com 2.569 unidades vendidas – maior queda desde 1987.

Além do incremento nas vendas do setor, o programa também faria com que diversos carros com motores altamente poluentes fossem retirados de circulação.

O programa, de acordo com Assumpção, não usaria verbas do governo federal. Ele não deu detalhes sobre a forma como ele seria viabilizado, mas há uma proposta da Confederação Nacional do Transporte (CNT) da criação de um seguro pago pelos proprietários dos veículos, condicional para o licenciamento dentro do programa, nos moldes do atual DPVAT.

Segundo críticos do programa, a ideia pode ser problemática por forçar que os donos destes veículos antigos troquem seus patrimônios por outros carros, e por diminuir a competitividade destes produtos, fechando sua negociação. Também há preocupações sobre o estímulo do consumo imediato e o endividamento que o modelo poderia causar.

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