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Depois de 13 mortes, GM pode escapar de pagar indenização às famílias das vítimas

Como os incidentes ocorreram antes de 2009, a "Nova GM" não tem grandes responsabilidades sobre eles, de acordo com a lei norte-americana

Mary Barra GM
(Reuters)

SÃO PAULO - As famílias das vítimas de um defeito de ignição no Chevrolet Cruze que deixou 13 mortos nos Estados Unidos podem não receber indenização. A GM, fabricante do carro, pode escapar de ter de pagar cerca de US$ 3 bilhões às famílias - tudo por conta da crise de 2008 que fez a montadora falir. 

Como os incidentes ocorreram antes de 2009, a "Nova GM" não tem grandes responsabilidades sobre eles, de acordo com a lei norte-americana. A ignição defeituosa começou a ser colocada nos carros da fabricante em 2002, mesmo estando abaixo do padrão de qualidade esperado pela montadora e o recall demorou anos para acontecer.

A CEO (Chief Executive Officer) da empresa, Mary Barra, deverá testemunhar perante o congresso americano nesta semana. Embora tenha prometido fazer o "justo" para a família das vítimas, Barra, ao pagar a indenização, criará jurisprudência para que a GM seja responsabilizada por um inúmero caso de processos, de trabalhistas à acidentes, que ocorreram antes de 2009.  

Logo após falir, a GM foi resgatada pelo governo americano, que assumiu a empresa no pós-crise. Após um período como estatal, o governo vendeu as ações da GM na bolsa e agora não detém nenhuma responsabilidade na crise que atinge a GM. 

O banco Barclays, porém, acredita que é possível para a GM pagar através de uma instituição criada apenas para isso sem assumir o risco jurídico de outros problemas do passado. Por enquanto, a GM espera pela resposta do governo perante a esse tipo de resgate. 

 

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