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Brasil tem o terceiro menor índice de idosos pobres da AL

Cerca de 3,5% dos idosos brasileiros vivem com US$ 2,5 ao menos por dia. Taxa está bem abaixo da média da região, de 19,3%

SÃO PAULO - Um estudo da Unidade de Mercado de Trabalho e Seguridade Social do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) mostra que o Brasil tem uma das menores taxas de pobreza entre idosos com 65 ou mais da América Latina e no Caribe.

Com uma taxa de 3,5% dos idosos que vivem com US$ 2,5 ou menos por dia, o País foi o terceiro da região com o menor número em 2010. Entre 18 países pesquisados, o Brasil só ficou atrás do Chile e do Uruguai, onde as taxas de pobreza nesta idade são de, respectivamente, 2,3% e 0,9%.

Entre os demais países, apenas a Argentina (com 3,7%) teve taxa de pobreza entre idosos abaixo de 10%. A média entre os 18 países ficou em torno de 19,3%. Colômbia, Honduras, Nicarágua apresentaram as maiores taxas: 44,3%, 37,1% e 32,5% cada.

Taxa de pobreza por países da América Latina e Caribe em 2010 (em porcentagem)
Países Idosos (com 65 anos ou mais)
*BID
Argentina 3,7
Bolívia 25,3
Brasil 3,5
Chile 2,3
Colômbia 44,3
Costa Rica 18,5
República Dominicana 15,6
Equador 17,2
El Salvador 20,7 
Guatemala 29,1 
Honduras 37,1 
México 21,9 
Nicarágua 32,5
Panamá 18,2 
Porto Rico 17,2 
Peru 20,1 
Uruguai 0,9 
Venezuela 19,4

Aposentadoria
A taxa inferior de pobreza entre idosos brasileiros - em relação aos demais países da América Latina e Caribe - pode estar relacionada à distribuição de aposentadoria contributiva ou não contributiva no País.

A porcentagem de idosos com 65 anos ou mais que recebem o benefício é superior à maioria dos países, ficando entre os cinco com maior cobertura na região. Mais de 90% dos idosos recebem algum tipo de aposentadoria, enquanto entre as idosas, a porcentagem gira em torno de 85%. Os índices são semelhantes nos países com as menores taxas de pobreza, como o Uruguai, Chile e Argentina.

Na Colômbia, maior taxa de idosos pobres do estudo, por exemplo, a taxa de idosos que recebem aposentadoria é de 30% de homens e 22%, mulheres. As menores taxas de aposentados foram registradas em Honduras e Guatemala, onde menos de 10% da população idosa recebem o benefício.

 

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