Agosto começa favorável às bolsas, graças a commodities e resultados

Índices de produção industrial na Europa e na China também ajudam; no entanto, mês pode trazer tumulto depois da calma

SÃO PAULO – O mês estreia de modo favorável aos mercados, ajudados por commodities e resultados agradáveis no setor financeiro. Portanto, as bolsas na Europa sobem, assim como os futuros de Wall Street.

A agenda dos EUA apresenta, 11h00, o índice ISM de manufatura referente a julho. Ao mesmo tempo, confira o Construction Spending de junho.

Tumulto depois da calma

O melhor mês de julho dos últimos 20 anos abre espaço para um agosto tumultuoso, embora não necessariamente ruim. Como exemplo aos motivos, a semana traz balanços de quase 20% das empresas que compõem o S&P 500.

Estratégia de guerra

Bruce McCain, estrategista-chefe de investimentos do Key Private Bank, acha que ainda é momento para comprar ações. Em entrevista à rede CNBC, ele explica que, saindo da trincheira, o exército de reserva dos ativos seguros trará fôlego adicional à renda variável.

Produção em série

O índice de manufatura CLSA da China registrou 52,8 pontos, com ajuste sazonal. É o maior nível em 12 meses. Na Zona do Euro, o parâmetro análogo subiu de 42,6 pontos em junho para 46,3 pontos em julho. No Reino Unido, 50,8 pontos em julho, maior nível desde março de 2008 e acima dos 47,8 pontos esperados pelo mercado.

No Brasil

O IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal) de 31 de julho marcou inflação de 0,34%, taxa idêntica à registrada na medição anterior.

Segundo o relatório Focus desta manhã, espera-se uma taxa de câmbio em R$ 1,90 ao final do ano, abaixo do R$ 1,95 da semana anterior. A queda estimada para o PIB (Produto Interno Bruto) mudou marginalmente entre semanas, de -0,34% para -0,38%.

Assim como nos EUA, na China e na Europa, o Brasil confere dados de produção industrial. Às 9h30, sai a pesquisa organizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) com base em junho.

Destaque também para a Balança Comercial de julho.

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No âmbito corporativo, investidores acompanham os números trimestrais de Bradesco e Gafisa, enquanto aguardam Marisa, Profarma e Souza Cruz.