Empresa em guerra

Zuckerberg adota gestão mais “agressiva” no Facebook e ações caem 5%

CEO afirmou que empresa está em guerra, uma vez que está sob a pressão de legisladores, investidores e usuários nos últimos tempos 

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SÃO PAULO – Mark Zuckerberg adotou um estilo de gestão mais “agressivo”, segundo um relatório divulgado pela The Wall Street Journal. De acordo com o jornal, o co-fundador da empresa afirmou aos seus principais executivos no início de 2018 que a empresa está em guerra, uma vez que está sob a pressão de legisladores, investidores e usuários nos últimos tempos. 

As ações do Facebook caíram 5,8% às 18h57 (horário de Brasília) nesta segunda-feira (19) após a divulgação do relatório. No acumulado do ano, os papéis caem mais de 20%.  

O relatório cita o escândalo do uso indevido de dados de mais de 50 milhões de usuários pela Cambridge Analytica, empresa de dados ligada à campanha presidencial de Donald Trump.

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Ele aparece depois de um relatório que o New York Times divulgou, na semana passada, o qual detalhou os erros e falta de atitude na sequência de  escândalos nos últimos três anos.

Dado isso, a nova postura de Zuckerberg afastou vários executivos de alto escalão em meio ao afundamento do moral dos funcionários, segundo o jornal. O executivo teria culpado Sheryl Sandberg, vice-presidente de operações, pelas consequências do escândalo da Cambridge Analytica. 

Na quinta-feira (15), a diretoria do Facebook classificou a história do Times como “injusta” e, durante uma sessão de perguntas e respostas com funcionários na sexta-feira (16), Zuckerberg classificou as notícias críticas de “besteiras”, segundo o jornal. O New York Times informou que na mesma reunião, Zuckerberg advertiu que os funcionários que falarem com a mídia serão demitido.

Cerca de uma dúzia de executivos de alto escalão deixaram o Facebook este ano e em maio Zuckerberg contratou novos executivos de produtos.

Entre outras coisas, o relatório do jornal mostra uma série de desavenças. Os co-fundadores do Instagram entraram em desacordo com os esforços de Zuckerberg para compartilhar dados de localização para fins publicitários; os co-fundadores do WhatsApp confrontaram o executivo sobre como melhor rentabilizar o serviço; e o co-fundador da Oculus VR se desentendeu com o co-fundador do Facebook sobre o futuro do fone de realidade virtual.

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