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XP Inc. tem lucro líquido ajustado de R$ 565 milhões no 2º trimestre, alta de 148%

A receita líquida, por sua vez, teve alta de 68% na comparação anual, passando de R$ 1,147 bilhão para R$ 1,921 bilhão.

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Guilherme Benchimol, durante IPO XP Inc
Guilherme Benchimol, durante IPO XP Inc (Foto: Matheus Detoni/Divulgação)

SÃO PAULO – A XP Inc. registrou um lucro líquido ajustado de R$ 565 milhões no segundo trimestre de 2020 – um valor 148% superior na comparação com igual período do ano passado e 36% acima na comparação com os primeiros três meses do ano. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (11), após o fechamento do mercado.

A receita líquida, por sua vez, teve alta de 68% na comparação anual, passando de R$ 1,147 bilhão para R$ 1,921 bilhão. Na comparação com o trimestre anterior, a alta foi de 11%.

A margem líquida ajustada passou de 19,9% no segundo trimestre de 2019 para 29,4% no mesmo período de 2020, uma alta de 9,51 pontos percentuais. Já no trimestre anterior, o percentual era de 23,9%.

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O lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado subiu 87% na comparação anual, passando de R$ 322 milhões para R$ 601 milhões.

No relatório de resultados, Guilherme Benchimol, CEO da XP, destacou que o primeiro semestre do ano foi muito desafiador, mas que ele foi encerrado com a sensação de “missão cumprida”.

“Nossos resultados de desempenho financeiro e operacional reforçam nossa crença de que estamos caminhando na direção certa, consolidando nosso caminho sem atalhos e com humildade para mudar de rumo quando necessário. Mais do que nunca, acreditamos na força e no potencial de nosso modelo de negócios e de nosso pessoal”, apontou.

Entre as iniciativas no semestre, Benchimol destacou a idealização da Villa XP em meio às mudanças no conceito de trabalho, produtividade e qualidade de vida por conta da pandemia, além da criação de um Conselho ESG, que visa as melhores práticas em questões ambientais, sociais e de governança (environmental, social and governance, em inglês).

Ele ainda aponta que vivemos em um período histórico para o Brasil, com os juros baixos aumentando a busca por educação financeira e por melhores alternativas de investimento.

“Desde o início do Plano Real (1994), as taxas de juros médias anuais no Brasil têm sido superiores a 13%, levando os brasileiros a permanecerem conservadores, com foco no curto prazo e, sobretudo, concentrando os ativos junto aos maiores bancos do nosso país”, avalia.

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“Com a atual taxa Selic de 2,00%, o incentivo para assumir riscos, diversificar carteiras e adotar uma visão de mais longo prazo tornam-se essenciais para gerar retornos financeiros significativos. O número recorde de indivíduos que investem em ações no Brasil confirmam essa tendência e, quando comparamos a penetração do patrimônio líquido do Brasil com outros países, o tamanho do potencial torna-se cada vez mais claro”, diz Benchimol.

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