Walmart prevê resultados mais fracos em 2023 e tem cautela com perspectivas econômicas; ação tem dia volátil

Empresa continua lutando contra os aumentos de preços de muitos de seus fornecedores em um ambiente de alta inflacionária

Reuters

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O Walmart adotou uma postura cautelosa em suas perspectivas econômicas para 2023 em balanço divulgado nesta terça-feira, com a empresa líder no varejo prevendo lucros abaixo das estimativas para o ano inteiro e alertando que gastos mais cautelosos por parte dos consumidores podem pressionar as margens de lucro.

As ações da maior varejista do mundo caíram 0,8% no início do pregão, já que a empresa continua lutando contra os aumentos de preços de muitos de seus fornecedores em um ambiente de alta inflacionária, depois de chegarem a cair 4,40% no pré-mercado. Já às 12h15 (horário de Brasília), os papéis subiam 0,50%, a US$ 147,17.

Os preços mais altos para o consumidor nos EUA, em meio aos custos maiores de aluguel e de alimentos, aumentaram o temor de que o Federal Reserve dos EUA eleve ainda mais os custos dos empréstimos para esfriar a demanda doméstica, levando a uma desaceleração econômica no segundo semestre do ano.

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“Ainda há muita apreensão e incerteza em relação às perspectivas econômicas. Os balanços continuam diminuindo, a taxa de poupança é aproximadamente metade do que era em seu nível pré-pandêmico e não estivemos em uma situação como esta em que o Fed está aumentando os juros no ritmo que está”, disse o diretor financeiro, John David Rainey, à Reuters.

“Portanto, isso nos torna cautelosos com as perspectivas econômicas, porque simplesmente não sabemos o que pode vir pela frente.”

O Walmart prevê ganhos de 5,90 a 6,05 dólares por ação para o ano até janeiro de 2024, em comparação com as estimativas dos analistas de 6,50 dólares por ação, de acordo com dados da Refinitiv IBES.

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Os investidores do Walmart, que opera mais de 5 mil lojas nos Estados Unidos, estão de olho nos esforços da rede varejista para negociar preços melhores com seus fornecedores e afastar a concorrência de rivais como a Target, cujos produtos são relativamente mais caros.

Os consumidores, bastante pressionados pela inflação, estão cada vez mais comprando alimentos e consumíveis de redes mais generalistas de varejo, uma tendência que Rainey disse esperar continuar este ano e se tornar um empecilho para as margens de lucro.

Essa questão atingiu a taxa de lucro bruto consolidado do Walmart, que caiu 83 pontos-base no chamado “trimestre das férias”, principalmente devido a remarcações e vendas de produtos de margem mais baixa.

Ainda assim, o Walmart registrou forte demanda no trimestre encerrado em 31 de janeiro, registrando receita total de 164,05 bilhões de dólares, um aumento de 7,3% em relação ao ano passado. Os analistas estimavam receitas de 159,76 bilhões de dólares.

O lucro ajustado por ação chegou a 1,71 dólar no trimestre, superando com folga a expectativa média de 1,51 dólar.