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Via Varejo tem 2ª maior oferta do ano; veja notícias de mais 5 empresas

HRT diz negociar venda de participação no Campo de Polvo; Eneva conclui refinanciamento da dívida de curto prazo

SÃO PAULO – O mercado volta suas atenções nesta sexta-feira (13) aos leilões de transmissão e de energia A-5 promovidos pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). No setor também destaque para a Copel (CPLE6) que anunciou investimentos para o próximo ano, enquanto no setor de concessões rodoviárias, haverá entrega com propostas dos interessados para a rodovia federal BR-163. 

No caso da Copel, a empresa que gere, transmite, distribui e comercializa energia comunicou na noite da véspera que o conselho de administração da companhia aprovou em reunião, realizada em 11 de dezembro, o programa de investimentos previsto para 2014, que totaliza R$ 2,284 bilhões. Geração e transmissão ficará com a maior parte, R$ 1,308 bilhão, seguida por distribuição, R$ 895,9 milhões, e telecomunicações, de R$ 80 milhões.

Via Varejo tem 2ª maior oferta do ano 
A oferta secundária de units da Via Varejo (VVAR3), unidade de eletroeletrônicos e móveis do Grupo Pão de Açúcar (PCAR4), movimentou R$ 2,845 bilhões, na segunda maior transação do mercado acionário brasileiro em 2013. Apesar do volume da operação ter perdido apenas para os R$ 11,5 bilhões captados pela BB Seguridade na sua abertura de capital em abril, as units da oferta foram precificadas a R$ 23, abaixo da faixa de R$ 25,60 a R$ 33,60 fixada pelos coordenadores. 

Segundo uma fonte com conhecimento direto do assunto, a demanda superou a oferta em até 2,5 vezes com o ativo a esse preço. Acima deste patamar, porém, a procura foi reduzida substancialmente, apontando apetite dos investidores apenas mediante um desconto sobre o piso da faixa indicativa. Foram vendidas todas as 107,6 milhões de units da oferta base, além das 16,1 milhões de units do lote suplementar, conforme informações publicadas no site da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) nesta quinta-feira.

HRT diz negociar venda de participação no Campo de Polvo
A HRT (HRTP3) confirmou estar negociando a venda de alguns de seus ativos, como o Campo de Polvo, alvo de diversos rumones nesta quinta-feira (12). A companhia, porém, ainda nem é a proprietária definitiva da participação de 60% que detém no campo, já que a ANP (Agência Nacional de Petróleo) não aprovou a mudança de comando da BP para a HRT. 

Em maio, a HRT comprou 60% do campo por US$ 135 milhões e agora negocia a venda de 30% do campo para a BWO, operadora do campo, que ainda depende de um processo de due dilligence pela empresa compradora. Além disso, a BP tem que participar do processo.

Eneva conclui refinanciamento da dívida de curto prazo
A Eneva (ENEV3), ex-MPX Energia, informou que concluiu com sucesso o refinanciamento da dívida de curto prazo da holding. Conforme o fato relevante, a companhia rolou a dívida existente na holding com vencimento em dezembro de 2013 e março de 2014, e assegurou linhas adicionais de crédito no montante de aproximadamente R$ 600 milhões. 

O novo perfil de maturação da dívida da holding, segundo fato relevante, é de R$ 100 milhões com vencimento em setembro de 2014, R$ 1,5 bilhão em dezembro de 2014, R$ 350 milhões em junho de 2015 e R$ 100 milhões em setembro de 2017. Os valores não incluem R$ 200 milhões de dívida relacionada ao Parnaíba Gás Natural.

Agrenco define futuro 2 dias após Natal
Lutando para sair do fundo do poço e iniciar a volta por cima, a Agrenco (AGEN11) convocou uma assembleia geral ordinária para dois dias após o Natal, segundo comunicado enviado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) nesta quinta-feira (12). Em 27 de dezembro, os acionistas terão de votar pela aprovação de 8 propostas, dentre elas um novo projeto da Agrenco na área de agronegócios e trading – que deverá definir as operações da empresa no futuro, já que ela está, atualmente, desativada. 

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No comunicado, a companhia descava outras propostas sujeitas a aprovação, como por exemplo a nomeação de novos diretores até a conclusão da assembleia geral ordinária de 2015 e a nomeação da empresa Grant Thornton como novos auditores da companhia.

Embraer: American Airlines não inclui recompra de jatos antigos
A Embraer (EMBR3) disse na quinta-feira que o contrato para a venda de até 150 novos aviões E175 para a American Airlines (AA) não inclui acordo de recompra de jatos antigos da frota da companhia aérea norte-americana, uma preocupação de alguns analistas pelo efeito que isso teria nas margens da empresa brasileira. 

Importantes companhias aéreas dos Estados Unidos anunciaram, desde o fim de 2012, grandes encomendas de aeronaves na faixa de 70 lugares para substituição e renovação de suas frotas de jatos regionais menores. Mas pelo menos um desses contratos previa a recompra de aeronaves antigas da companhia aérea pela fabricante. A Embraer anunciou na manhã da véspera uma encomenda firme da AA por 60 aviões E175 e opções de compra para outras 90 aeronaves do mesmo modelo.