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Via Varejo alonga prazo de dívidas de R$ 4 bi; Cade revoga medida contra acordo Cielo-WhatsApp, recomendações e mais

Confira os destaques do noticiário corporativo na sessão desta quarta-feira (1)

loja casas bahia shopping via varejo
(Shutterstock)

O noticiário corporativo desta sessão tem como destaque a Via Varejo, que anunciou alongamento do prazo de dívidas no valor de R$ 4 bilhões. Já o Cade revogou a medida que suspendia parceria de Facebook e Cielo para pagamento no WhatsApp. Recomendações também são destaque. Confira no que ficar de olho na sessão desta quarta-feira:

Via Varejo (VVAR3)

A Via Varejo, dona das bandeiras Casas Bahia e Ponto Frio, anunciou na terça-feira à noite que conseguiu alongar R$ 4 bilhões de suas dívidas que venceriam em média nos próximos 60 dias. Com a readequação, o prazo médio subiu para 1,3 ano.

Essa renegociação foi dividida em duas partes. Na primeira, a varejista vai utilizar R$ 1,5 bilhão em debêntures com vencimento em junho de 2021 e junho de 2022 para comprar notas promissórias com vencimento em setembro de 2020.

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Além disso, a empresa refinanciou R$ 2,5 bilhões de operações de antecipação a fornecedores que venceriam neste trimestre.

A empresa lembra ainda que fez uma capitalização que somou R$ 4,4 bilhões, o que faz com que chegue a R$ 8,4 bilhões as medidas para reforço e preservação do caixa.

Cielo (CIEL3)

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) retirou a medida cautelar que impedia acordo entre Cielo e WhatsApp para a criação de um sistema de pagamentos. O órgão de defesa, no entanto, afirmou que vai continuar com a investigação.

A retomada da parceria, no entanto, depende de uma outra medida, dessa vez do Banco Central, que bloqueou o acordo por questões relacionadas às bandeiras Visa e Mastercard.

Os analistas do Bradesco BBI reforçam que, em primeiro lugar, a suspensão foi sem precedentes e uma surpresa. Agora, a decisão do Cade de revogá-lo deve ser tomada como positiva.

O banco ressalta que os pagamentos pelo WhatsApp não se destinavam a se tornar um novo canal de pagamento, mas apenas mais um canal ou local para as transações serem possíveis.

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“Agora, o Banco Central precisará chegar à mesma conclusão [do Cade] para que o serviço seja retomado como planejado quando foi lançado em 15 de junho. Infelizmente, isso pode levar mais tempo ou ser possível somente após o lançamento da solução de pagamentos instantâneos do regulador, o PIX, em novembro. Antes disso, o regulador pode ficar sobrecarregado com sua própria agenda de desenvolvimento, limitando sua capacidade de avaliar as novas ferramentas do WhatsApp”, afirma o BBI.

Embraer (EMBR3)

A Embraer anunciou investimento na companhia de cibersegurança Tempest Security Intelligence. O acordo para investimento no capital da Tempest resulta em participação acionária majoritária na empresa, disse a Embraer em comunicado. Os detalhes financeiros do acordo não foram informados.

A conclusão do negócio está sujeita ao cumprimento de determinadas condições usuais para esse tipo de transação e obtenção de aprovações necessárias. A Tempest é maior empresa especializada em cibersegurança do Brasil, destacou a Embraer.

BR Distribuidora (BRDT3) e Eletrobras (ELET3;ELET6)

A BR Distribuidora receberam a 26ª parcela de acordo com Eletrobras, de R$ 35,5 milhões. A companhia já recebeu cerca de R$ 4,45 bilhões do total de R$ 4,6 bilhões relativos a contratos de fornecimento de derivados para geração de energia no Norte do país.

AES Tietê (TIET11) e Eneva (ENEV3)

A venda da participação do BNDES na AES Tietê poderá levar a um vencimento antecipado de R$ 4 bilhões em debêntures da companhia de energia, segundo reportagem do jornal “O Estado de São Paulo”.

As debêntures possuem uma cláusula que prevê a antecipação dos vencimentos caso o banco de fomento deixe de ser acionista da distribuidora de energia.

O BNDES contratou o BR Partners como assessor financeiro para a venda de sua fatia de 28,41% do capital total da empresa. Segundo a reportagem, a cláusula da antecipação não vem sendo encarada como um problema, já que o comprador poderia negociar vencimentos com os credores ou mesmo substituir a dívida.

Uma das interessadas seria a Eneva, que afirmou que vai elaborar uma proposta por essa participação. Em comunicado, a companhia afirmou que a combinação dos negócios resultaria em uma plataforma eficiente de ativos de geração de energia.

IRB (IRBR3)

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O noticiário para o IRB, maior queda do Ibovespa no primeiro semestre, segue movimentado na sessão desta terça. Após a divulgação do balanço do primeiro trimestre, o Credit Suisse cortou a recomendação para as ações de neutra para underperform (exposição abaixo da média do mercado). O preço-alvo é de R$ 7,50, o que representaria uma queda de 32% frente o fechamento da última terça-feira.

“Após levar em conta os resultados do primeiro trimestre, a reapresentação dos números dos anos anteriores – que evidenciaram a rentabilidade recorrente substancialmente mais baixa – e levando em consideração o próximo aumento de capital para fechar a lacuna de liquidez”, afirmam os analistas. Agora, os analistas esperam que o retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) sustentável do IRB seja de 13%, ante previsão anterior de 37%.

No radar da companhia, o  IRB anunciou o nome de Hugo Daniel Castillo como o nono membro do Conselho de Administração da companhia. A indicação foi confirmada ontem à noite e sua eleição foi incluída na ordem do dia da Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária do IRB Brasil RE, convocada para 31 de julho. A ampliação do número máximo de membros que podem compor o Conselho, de oito para nove, foi aprovada na última Assembleia Geral Extraordinária, em 23 de junho.

Após a eleição de Hugo Castillo, o Conselho de Administração do IRB será composto por nove integrantes, sendo oito independentes. São eles: Antônio Cássio dos Santos – Presidente; Regina Helena Jorge Nunes – Titular (independente); Ivan Gonçalves Passos – Titular (independente); Henrique José Fernandes Luz – Titular (independente); Marcos Pessoa de Queiroz Falcão – Titular (independente); Marcos Bastos Rocha – Titular (independente); Roberto Dagnoni – Titular (independente); Ellen Gracie Northfleet – Titular (independente, aguardando posse); e Hugo Daniel Castillo (independente, sujeito a eleição em AGOE).

Locaweb (LWSA3) e Positivo (POSI3)

A XP atualizou as estimativas para as ações da Locaweb, com recomendação de compra e elevação do preço-alvo de R$ 26 para R$ 55. Além disso, deu iniciou à cobertura da Positivo (neutra), com preço-alvo de R$ 6.

No caso da Locaweb, a XP vê um potencial de valorização de 27,3% nas ações. O crescimento do comércio eletrônico e potenciais aquisições justificam o potencial de crescimento da empresa. “A empresa possui um pipeline de potenciais aquisições robustas e ainda carrega os R$ 400 milhões em caixa levantados no IPO exclusivamente para esse fim”, lembrou o analista Pedro Fagundes.

Burger King (BKBR3) e Carrefour (CRFB3), Lojas Renner (LREN3) e Arezzo (ARZZ3)

O Bradesco BBI atualizou as recomendações para o setor de varejo. As empresas ligadas ao setor de alimentos tiveram sua avaliação revisada para cima. Arcos Dorados, Burger King Brasil e Carrefour foram elevadas de “neutro” para “outperform”.

Os analistas da instituição financeira avaliam que a atualização foi necessária para melhor refletir os efeitos da pandemia do novo coronavírus, que “foram piores do que a nossa visão inicial”.

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“Parece que já passamos pelo pior, mas as incertezas permanecem e já tivemos casos de lojas reabrindo e fechando novamente”, disseram em relatório a clientes.

As demais preferidas do Bradesco BBI já eram classificadas como “outperform”. São elas: Lojas Americanas (preço-alvo elevado de R$ 33 para R$ 38); Grupo Pão de Açúcar (R$ 86 para R$ 102) e Via Varejo (R$ 15 para R$ 17).

Já os papéis da Arezzo e da Lojas Renner foram rebaixados de “outperform” para “neutro”, com os preços-alvos indo para, respectivamente, R$ 50 e R$ 46 (antes R$ 48 e R$ 45).

Marcopolo (POMO4)

O Bradesco BBI rebaixou a recomendação da Marcopolo para “underperform”, com o preço-alvo da empresa indo de R$ 2,50 para R$ 2,40.

O novo preço-alvo é cerca de 18% abaixo da cotação atual. Segundo os analistas, o rebaixamento se justifica porque as vendas de ônibus precisariam subir 50% no ano que vem para que o atual preço das ações se justificasse.

“Os resultados trimestrais fracos são o principal gatilho para a correção do preço das ações, pois as estimativas de consenso ainda pressupõem um crescimento de 12% no Ebitda em 2020”, explicaram.

Para o Bradesco BBI, o ciclo de recuperação das vendas de ônibus será tardio. O primeiro motivo é a pandemia do coronavírus, que tirou capacidade de investimento das empresas em todo o mundo. O segundo fator é que não foi anunciado, até o momento, medidas de socorro financeiro a esses operadores.

Iochpe (MYPK3), Marcopolo, Randon (RAPT4), Tegma (TGMA3), Weg (WEGE3) e Tupy (TUPY3)

O Itaú BBA atualizou o relatório de recomendações para as empresas do setor de bens de capital. Iochpe, Marcopolo, Randon, Tegma e Tupy estão com avaliações de “outperform” e Weg como “market perform”.

“Nossas principais escolhas são Randon e Tegma. Vemos uma avaliação atraente para a Tupy. Também temos classificações de desempenho superior em Iochpe e Marcopolo, mas com reservas”, avaliaram, em relatório, os analistas.

Randon está com preço-alvo de R$ 14 e o da Tegma, de R$ 30, o que representa um potencial de valorização de, respectivamente, 47,4% e 29,5%.

Para a Tupy, o preço-alvo foi estabelecido em R$ 30, o que equivale a um potencial de valorização de 54,7%.

No caso da Iochpe e Marcopolo, os preços-alvos foram fixados em, respectivamente, R$ 18 e R$ 3,70, com potenciais de ganho de 30% e 28%.

Por último, a Weg, que tem recomendação de “market perform” tem um preço-alvo de R$ 55 (potencial de alta de 10,2%). “A Weg é uma empresa extraordinária, com histórico impecável e perspectivas brilhantes, mas não podemos justificar uma classificação superior com base na avaliação atual.”

Transmissão Paulista (TRPL4) e Eletrobras 

O Itaú BBA avaliou que o resultado dos reajustes das tarifas de transmissão foi positivo principalmente para a CTEEP e Eletrobras.

Nessa revisão tarifária, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) incluiu a parcela do pagamento da
A ANEEL decidiu incluir uma compensação para a chamada
Rede Básica Sistema Existente (RBSE) e a remuneração de investimentos. Desde julho de 2017, uma série de liminares bloqueavam esse pagamento.
“Consideramos os valores finais de redefinição tarifária muito positivos para a CTEEP e Eletrobras”, disseram os analistas.

No caso da RBSE, a expectativa é de um impacto positivo de R$ 1,044 bilhão na CTEEP e de R$ 3,269 bilhões na Eletrobras. As duas têm recomendação de “outperform” com preços-alvos de, respectivamente, R$ 22 e R$ 56.

Segundo a Aneel, a parcela do custo do patrimônio líquido da RBSE que não foi paga de julho de 2017 a junho de 2020 será compensada nas parcelas dos próximos três anos.
Cemig e Copel também forem afetadas por esse reajuste, mas de forma pouco significativa.

Vale (VALE3)

A Vale informou que aumentou os limites da Zona de Autossalvamento (ZAS) das barragens Forquilha I, II, III e IV e Grupo, da mina de Fábrica, no Complexo de Paraopeba. Segundo a companhia, esse aumento foi feito com base em estudos mais conservadores, que passaram a considerar um cenário extremo e hipotético de rompimento da barragem Grupo e simultâneo das barragens Forquilhas.

A ampliação dessa zona de autossalvamento faz parte do termo de compromisso firmado entre a Vale, o governo de Minas e o Ministério Público mineiro.

A partir desta quarta-feira, cerca de 50 residentes das zonas rurais de Itabirito e Ouro Preto serão realocadas. As famílias receberão assistência da Vale, com hospedagem, atendimento psicossocial, alimentação, entre outros.

Maestro Locadora

A Maestro Locadora de Veículos informou que avalia a realização de uma eventual oferta pública de distribuição primária de ações.

(Com Bloomberg e Agência Estado)

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