Luz amarela

Verde Asset continua cética com Brasil e alerta para “fator Trump”

"Os congressistas brasileiros parecem não ter compreendido ainda que o teto como proposto vai fazer com que todas as despesas do governo federal tendam a zero", disse a gestora em relatório

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SÃO PAULO – Embora o mercado tenha respondido com forte otimismo aos avanços do governo brasileiro no ajuste fiscal, a Verde Asset, que administra o Fundo Verde (um dos melhores fundos da história da indústria brasileira), disse continuar bastante cética com o ajuste das contas do País.

“Os congressistas brasileiros parecem não ter compreendido ainda que o teto como proposto vai fazer com que todas as despesas do governo federal tendam a zero”, disse a gestora em relatório divulgado nesta segunda-feira (10) em seu site. Para ela, a crença de que o teto dos gastos forçará um ajuste permanente por parte dos políticos não deve se chocar com a realidade por alguns anos, mas quando tal embate acontecer, o resultado não será o reforço do teto, e sim o contrário. Em vista disso, ela continua cética com a trajetória fiscal brasileira no médio prazo.

O Verde faz um alerta também para o “fator Trump”. “Uma vitória de Trump deve causar volatilidade nas moedas de países emergentes (incluindo o Brasil) e beneficiar nossa posição vendida no Renminbi chinês, pelo aumento de probabilidade de disputas comerciais globais. Por outro lado, uma vitória de Hillary Clinton deve significar continuidade do status quo, beneficiando ações americanas, e abrindo espaço para o Fed seguir no caminho de alta de juros em dezembro, o que de certa maneira também deve beneficiar o Dólar”, disse o Verde.

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Embora o Verde esteja atrás do CDI em 2016 (9,37% para o fundo, contra +10,42% do benchmark), o fundo gerido por Luis Stuhlberger ainda apresenta uma invejável rentabilidade em sua história: desde sua criação, em janeiro de 1997, o Fundo Verde rendeu 13.179,3%, contra 1.666,25% do CDI.