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Destaques da Bolsa

Varejista desaba 14% e Pão de Açúcar cai 5% após balanços; Petrobras e Vale sobem

Confira os destaques desta quarta-feira (11)

SÃO PAULO – O Ibovespa teve um pregão extremamente volátil, com investidores divididos entre a sessão da votação do impeachment no Senado e o cenário externo. O índice fechou no campo negativo após ter mostrado alta de até 1,7% durante a manhã, a 53.976 pontos. O benchmark registrou queda de 0,54%, a 52.783 pontos, puxado pelos papéis dos bancos.

As ações da Vale e Petrobras também apresentaram dia volátil hoje e fecharam em leves ganhos, subirem até 3% nesta manhã. O mercado reagiu hoje também à temporada de balanços do 1° trimestre: as ações do Pão de Açúcar e Restoque – que tem entre suas marcas a Le Lis Blanc – caíram 5% e 14%, respectivamente, após dados fracos no período. 

Confira abaixo os principais destaques da Bovespa desta quarta-feira:

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Vale (VALE3, R$ 15,94, +0,44%; VALE5, R$ 13,09, -0,30%) 
As ações da Vale viveram montanha-russa na Bolsa: depois de subirem quase 3% na máxima do dia, os papéis viraram para queda de 2%, para fechar entre perdas e ganhos. Acompanharam o movimento os papéis da Bradespar (BRAP4, R$ 7,75, +2,38%) – holding que detém participação na mineradora. 

Hoje, o dia foi de leve recuperação dos preços do minério de ferro, com a commodity negociada em Qingdao em alta de 0,56%, a US$ 55,57 a tonelada métrica. O cenário, contudo, segue de cautela com relação ao mercado asiático, em meio à ausência de sinais de uma recuperação sustentável na China e em outros mercados emergentes.

Petrobras (PETR3, R$ 12,91, +0,47%; PETR4, R$ 10,25, +0,39%)
Assim como as ações da Vale, a Petrobras também passou por turbulência nesta sessão. Após subir quase 3% mais cedo, os papéis viraram para queda de 2,3% na mínima do dia. Neste momento, o contrato brent registrava alta de 4,20%, a US$ 47,43 o barril. 

Com a atenção do mercado voltada também para a votação no Senado da admissibilidade do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, o rebaixamento de rating da companhia ontem pela Fitch, de BB para BB-, era deixado em segundo plano. A agência manteve a  perspectiva como negativa. 

Além disso, no radar da companhia, segundo o Estadão, assim como ocorreu com a Petrobras em 2014, a Petros, sua fundação de seguridade social, está com dificuldade de fechar o balanço financeiro anual porque a empresa de auditoria PwC resiste a assinar o documento. A contabilidade foi concluída, mas investimentos duvidosos, questionados em investigação interna da Petros, estão levando a PwC a ser mais rigorosa.  A Petros informou em janeiro à Petrobras que faltam US$ 6 bilhões em seu caixa para dar conta do compromisso firmado com os empregados da petroleira nos próximos anos. Parte do rombo decorre de maus investimentos no mercado financeiro e em participações em empresas de alto risco, como a operadora de plataformas Sete Brasil, que entrou com pedido de recuperação judicial na semana passada. De olho nas possíveis irregularidades e temerosa de ter sua credibilidade questionada, segundo fontes, a auditora PwC tem sido minuciosa na análise do balanço da Petros e exigido muitos documentos para evitar questionamentos. Procurada, a PwC não comentou o assunto. 

A Petros, tradicionalmente, conclui seu balanço anual em abril. Neste ano, corre contra o tempo para cumprir o prazo de 31 de julho imposto pela Superintendência de Previdência Complementar (Previc), reguladora dos fundos de pensão. Oficialmente, a Petros afirma que não há atraso na conclusão das demonstrações de 2015, “que serão divulgadas dentro do prazo planejado e da data limite”.  O cronograma de publicação, no entanto, chegou a ser tratado em reunião entre representantes do conselho fiscal da Petros e do conselho de administração da Petrobras no dia 15 de abril. Diante do apelo, os conselheiros da Petros receberam da patrocinadora a indicação de que uma mensagem seria enviada à diretoria da fundação pedindo que, daqui para a frente, seu balanço financeiro seja publicado antes do da Petrobrás, para evitar distorções em sua contabilidade.

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Pão de Açúcar (PCAR4, R$ 47,00, -4,95%)
As ações do Pão de Açúcar afundam para o menor patamar em quase 2 meses após mais 
um trimestre de números fracos. A ação negocia negociava com um volume finaneiro de R$ 61,56 milhões – bem maior que a média de R$ 49 milhões dos últimos 21 pregões. O grupo registrou um prejuízo atribuído a sócios da empresa controladora de R$ 59 milhões no primeiro trimestre, revertendo lucro de R$ 192 milhões no mesmo período de 2015. É o primeiro prejuízo atribuído a sócios desde pelo menos 1997. 

Segundo o Credit Suisse, todos os negócios tiveram desempenho fraco, com a pressão inflacionária também impactando as despesas, especialmente a rentabilidade de Multivarejo. O Ebitda e prejuízo líquido vieram 7% e 49% abaixo das estimativas dos analistas do banco. Para eles, a visibilidade continua baixa e os analistas acreditam que o valuation não está atrativo o bastante baseado nos múltiplos.

Os analistas do Credit Suisse ressaltaram que, no curto prazo, a performance da ação vai depender de 5 fatores: 1) estabilização dos lucros; 2) melhora e consistencia das vendas “mesmas lojas” do negócio de alimentos; 4) melhor visibilidade de Cnova e Via Varejo; e 5) redução de preocupações na governança corporativa. No entanto, eles acreditam que, se a economia recuperar, a companhia está posicionada para se beneficiar. 

Já o BTG Pactual comentou que o resultado veio sem grandes surpresas, com o Multivarejo continuando muito fraco com 2% de crescimento das vendas. Do lado positivo, Assai seguiu operando muito bem. Já a margem bruta de alimentos caiu 1,5 ponto percentual, refletindo uma estratégia de preço mais agressiva no Extra. Os analistas do banco seguem cautelosos com o case, dado que ainda há muita coisa a ser feita para que eles fiquem mais positivos. 

CCR (CCRO3, R$ 16,56, +2,22%)
A companhia de concessões de infraestrutura CCR fechou em alta após os números do primeiro trimestre. O Itaú BBA destacou que o resultado foi em linha com o esperado, exceto pelo resultado líquido, que superou em 22,3% a projeção dos analistas.

A companhia teve lucro líquido de 247,5 milhões de reais no primeiro trimestre, alta de 24,4 por cento ante mesma etapa de 2015. O tráfego consolidado nas rodovias da CCR caiu 3,2 por cento no período, a 243,3 milhões de veículos equivalentes, enquanto a tarifa média aumentou 9,1 por cento, a 6,11 reais por veículo equivalente, informou a companhia nesta terça-feira.

A CCR teve receita líquida de 1,636 bilhão de reais no trimestre, alta de 13,9 por cento sobre mesma etapa de 2015. O resultado financeiro da CCR foi negativo em 455,8 milhões de reais, ante negativo em 341,6 milhões de reais um ano antes. Já o resultado operacional da medido pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês), somou 992,4 milhões de reais em termos ajustados, aumento de 15,4 por cento no comparativo anual.

Restoque (LLIS3, R$ 4,02, -14,29%)
As ações da Restoque desabaram nesta sessão, após mais um trimestre fraco, apesar do bom trabalho que a empresa fez em melhorar o capital de giro, o que compensou parcialmente a queda do Ebitda na geração de caixa, avaliaram os analistas do Credit Suisse.

dona das marcas Le Lis Blanc, Dudalina, Bo.Bô, John John e Rosa Chá, fechou o primeiro trimestre com prejuízo líquido de R$ 24,2 milhões, ante lucro líquido de R$ 15 milhões em igual período do ano passado. A receita líquida caiu 16% no trimestre, para R$ 248,6 milhões.

O Itaú BBA destacou que os números foram negativos, com desempenho pior que esperado em vendas mesmas lojas e Ebitda como resultado de obstáculos de execução. Para os analistas, os resultados de curto prazo da companhia estarão sob pressão por conta da execução falha e do ambiente de consumo negativo. A companhia foi rebaixada de neutra para underperform pelo Bradesco BBI.

Minerva (BEEF3, R$ 10,48, +5,43%)
A Minerva aprovou ontem à noite programa de recompra de até 9,98 milhões de ações, pelo prazo máximo de 18 meses. O programa corresponde a até 10% das ações em circulação no mercado da companhia. 

BR Properties (BRPR3, R$ 8,43, -9,84%)
A GP Investments (GPIV33) fez nesta tarde leilão na Bovespa para adquirir as 172.407.104 ações ordinárias da BR Properties – o volume máximo apontado na OPA (Oferta Pública de Aquisição) de ações da companhia. O leilão saiu a R$ 11,00 por ação – conforme já havia sido estipulado pela GP Investments, no dia 27 de abril, quando elevou a oferta de R$ 10,00 para R$ 11,00 por ação. Com a aquisição das ações, a GP Investments elevou sua participação de 12% para 58% do capital da empresa. Na mínima do dia, os papéis da BR Properties chegaram a cair 12,94%, a R$ 8,14.

Cyrela (CYRE3, R$ 10,80, +4,85%) 
A Cyrela encerrou o primeiro trimestre com lucro líquido de 61 milhões de reais, queda de 39,1 por cento sobre o mesmo período do ano anterior, em meio ao recuo das vendas e citando a fraqueza da economia brasileira. O Ebitda totalizou 93 milhões de reais, baixa de 39,3 por cento na mesma base de comparação. A receita líquida ficou em 811 milhões de reais de janeiro a março, queda de 21,7 por cento sobre um ano antes. 

Segundo o Credit Suisse, a companhia teve um trimestre fraco, com queima de caixa de R$ 24 milhões (contra geração de R$ 390 milhões no 1° trimestre de 2015). Os analistas do banco estavam esperando uma recuperação nesse trimestre contra o 4° trimestre de 2015, mas isso não aconteceu. A queima de caixa foi consequência da venda fraca de unidades acabadas e poucos recebíveis transferidos aos bancos.

Para os analistas, a rentabilidade da empresa deve continuar pressionada com a volatilidade de fluxo de caixa livre, uma vez que a empresa fica mais dependente da velocidade de venda das unidades acabadas. 

Kroton (KROT3, R$ 12,00, -3,77%)
O Credit Suisse elevou o preço-alvo das ações da Kroton de R$ 12,00 para R$ 13,00, diante da visão que a base estável de estudantes no 1° trimestre não deve ser suficiente para sustentar a forte expansão de margem vista nos trimestres anteriores.

Para os analistas do banco, as margens devem começar a cair no 4° trimestre de 2016 (na comparação anual), como consequência da desaceleração do crescimento de receita, menos espaço para corte de custo/opex e desinvestimento na Uniasselvi. Por conta disso, eles reduziram o Ebitda em 5% para os próximos anos. Dentro do setor, a Kroton está entre as ações preferidas do Credit, depois da Ser Educacional, mas o prêmio de valuation (10 vezes o P/L estimado para 2016) e alguns riscos de longo prazo impede o banco de ficar mais positivo em relação ao papel. 

Gol (GOLL4, R$ 2,80, +4,87%)
As ações da Gol chegaram a subir 8,6%, a R$ 2,90, antes de divulgação de balanço do 1° trimestre, programado para a noite desta quarta-feira. Analistas consultados pela Bloomberg esperam lucro líquido ajustado de R$ 232,3 milhões no período e receita líquida de R$ 2,58 bilhões.    

“Esperamos que cortes de capacidade mais agressivos se traduzam em yields mais altos, em grande parte pela remoção de rotas de baixo desempenho, mas também à leve recuperação das tarifas”, disseram analistas do Itaú BBA. Para os analistas consultados pela Bloomberg, a taxa de ocupação da aérea deve cair em 0,6 ponto percentual, para 77,5% no 1° trimestre.