VALE3: JPMorgan eleva recomendação de Bradespar (BRAP4); preços do minério sobem pelo 4º dia

Holding tem como único ativo ações da Vale (VALE3); bolsas de Dalian e Cingapura encerram o dia com nova alta do produto

Augusto Diniz

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Em meio à nova valorização das cotações do minério de ferro, o JPMorgan elevou sua recomendação de neutra para overweight (exposição acima da média) de Bradespar (BRAP4), cujo único ativo são ações da Vale (VALE3). O banco já tem a mineradora brasileira com recomendação overweight.

Nesta quinta-feira (14), o preço da commodity registrou sua quarta alta consecutiva, com os contratos futuros do minério de ferro subindo, de acordo com a Reuters. A agência destaca que os baixos estoques e a reposição antes de feriado na China (final de setembro e início de outubro) impulsionam os preços.

Na Bolsa de Dalian (Dalian Commodity Exchange) na China, o minério de ferro mais negociado para janeiro encerrou nesta quinta (14) com alta de 0,82%, para 863,5 iuanes (ou US$ 118,68) a tonelada.

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Já na Bolsa de Cingapura, o produto de referência de outubro avançou 0,78%, para US$ 120,35 a tonelada, o nível mais alto desde 17 de março, destaca a agência de notícias.

Mineradoras sobem nas bolsas

Com isso, as ações das principais mineradoras de extração de minérios de ferro amanheceram em alta no pré-mercado dos Estados Unidos.

As ADRs (American Depositary Receipts) da Vale estavam cotadas a US$ 14,19/unidade, com alta de 3,58%, às 10h15 (horário de Brasília). Já das anglo-australianas BHP e Rio Tinto, as cotações eram de US$ 58,78/unidade (alta de 4,67%) e US$ 65,87/unidade (alta de 4,37%), respectivamente.

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O JPMorgan afirmou ao anunciar a elevação da recomendação da Bradespar que a produção de aço da China permanece resiliente, traduzindo-se em exportações mais altas.

O banco revisou previsão para o preço do minério de ferro para US$ 110/t e US$ 105/t em 2023 e 2024, respectivamente.

Mas a preocupação persiste com relação aos rumos da economia chinesa, mesmo com a construção civil no período de maior atividade naquele país.

“A sólida demanda por matérias-primas das siderúrgicas com alto-forno, as expectativas de uma onda de reabastecimento antes do feriado, juntamente com os baixos estoques, sustentaram os preços (do minério de ferro)”, disseram os analistas da Sinosteel Futures à agência de notícias Reuters.

Na análise do JPMorgan, não houve grandes cortes na produção de aço na China e, portanto, não vê as quotas siderúrgicas naquele país como um saldo negativo sobre os preços. Além disso, o sentimento com relação à economia parece ter melhorado, principalmente no mercado imobiliário.

(Com Reuters)