Vale (VALE3): Para Morgan Stanley, acordo final sobre Mariana deve beneficiar as ações

Analistas do banco destacam notícias sobre divergência de valores a serem pagos, com possível retomada da discussão sobre o tema na próxima quinta

Equipe InfoMoney

Logo da Vale (Foto: Divulgação)

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Apesar de o governo ter, recentemente, defendido que a proposta de indenização feita pela Vale (VALE3) e pela BHP de R$ 42 bilhões fosse um “acinte”, os analistas do banco americano Morgan Stanley enxergam que a definição de um acordo será positiva para os papéis da mineradora brasileira.

As duas companhias, que eram parceiras na produção de minério em Mariana – através da joint venture Samarco – antes do acidente, em 2015, vêm tratando com a União, o Governo de Minas Gerais e outras entidades sobre uma compensação pelos danos causados.

Segundo notícia do jornal Folha de S. Paulo, as autoridades públicas pediram algo próximo a R$ 126 bilhões,  um pouco acima dos R$ 112 bilhões sugeridos anteriormente pela imprensa.

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“Ainda achamos que um acordo final, embora limite o potencial de aumento em dividendos especiais, provavelmente será um catalisador positivo para a ação, contribuindo para uma reavaliação múltipla ao remover incertezas e virar a página sobre este evento infeliz”, explica o time do Morgan, encabeçado por Carlos de Alba.

Com a grande divergência, foi decidida a suspensão temporária das discussões técnicas e de textos das minutas entre o Poder Público e as empresas até a próxima quinta-feira (7), quando haverá novo encontro para retomar a discussão de valores.

“Em nosso modelo, nosso cenário base reflete os termos potenciais de um novo acordo, levando a cerca de US$ 1,8 bilhão (NPV) em provisões adicionais para a Vale, ou cerca de 3% de seu valor de mercado atual”, acrescenta a equipe de análise do Morgan.

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Em seu último balanço trimestral, a Vale trouxe que tem, no momento, uma provisão de US$ 3,01 bilhões voltadas a Samarco e à Fundação Renova.

O Morgan Stanley tem recomendação overweight (acima da média do mercado, equivalente à compra) para a Vale, com preço-alvo para oS ADRs (American Depositary Receipts, ou papéis negociados na Bolsa de Nova York) em US$ 17, upside de 12,5%.