Destaques da Bolsa

Vale dispara 10% em 2 dias e Petrobras vive turbulência; small cap despenca 25% após rali de 230%

Confira os destaques da Bovespa na sessão desta terça-feira (8)

SÃO PAULO – O Ibovespa afundou na reta final de pregão, com a virada para queda das ações da Petrobras. A estatal foi pressionada pela reviravolta dos preços do petróleo no mercado internacional, que também deixaram o terreno positivo para fecharem em queda nesta terça-feira (8). Do outro lado, as ações da Vale seguiram em disparada na Bolsa, entre as maiores altas do Ibovespa hoje, apesar de também terem amenizado os ganhos na hora final de pregão. 

Os investidores globais adotaram uma postura mais defensiva nesta terça-feira, no última dia da eleição nos Estados Unidos. O resultado é esperado por volta das 2h de quarta-feira (horário de Brasília), com as pesquisas de boca de urna apontando para um vencedor por volta das 22 horas desta terça. 

Confira abaixo os principais destaques da Bovespa nesta terça-feira (8):

Petrobras (PETR3, R$ 18,38, 0,22%;PETR4, R$ 17,38, +1,05%)
As ações da Petrobras voltaram a cair nesta tarde, depois disparada superior a 7% na véspera. Os papéis viraram para queda, com a reviravolta dos preços do petróleo no mercado internacional. O contrato Brent registrou queda de 0,59%, a US$ 45,88 o barril. 

Vale (VALE3, R$ 24,18, +4,54%;VALE5, R$ 22,96, +3,47%)
As ações da Vale tiveram mais um dia de forte alta, acumulando ganhos de 10% em dois dias. Depois de caírem com a abertura dos EUA, os papéis da mineradora se recuperaram e subiram até 5%. Vale ressaltar que, mais uma vez, o dia foi de ganhos para o minério de ferro, com a commodity negociada em Qingdao registrando alta de 1,29%, a US$ 68,30 a tonelada. Na última segunda, a commodity disparou 3,74%. 

Além disso,no radar da mineradora, destaque para a notícia do Estadão sobre os possíveis sucessores de Murilo Ferreira no comando da empresa. Luciano Siani, diretor-executivo de Finanças da Vale, e Peter Poppinga, diretor-executivo de Ferrosos da mineradora, despontaram como possíveis nomes na trama da sucessão. Segundo o jornal, eles estão, agora, ao lado de nomes como o do economista Roberto Gianetti da Fonseca e Nelson Silva, consultor sênior da Petrobras. Antes deles, tinham emergido os nomes de Tito Martins e José Carlos Martins – ambos, ex-Vale. O último, contudo, já é dado como superado, afirma a publicação. 

BRF (BRFS3, R$ 53,83, +1,82%)
As ações da BRF tiveram uma tarde de ganhos após oscilar entre leves ganhos e perdas durante a manhã. No radar da empresa, destaque para o anúncio
 contratou bancos de investimento para assessorar potenciais investimentos por terceiros na subsidiária Sadia Halal, voltada para produtos destinados a mercados muçulmanos. De acordo com o documento, a empresa atualmente avalia as alternativas estratégicas envolvendo a marca, cuja criação foi aprovada em junho deste ano.

Mills (MILS3, R$ 4,54, -7,54%)
As ações da Mills registraram queda forte, chegando à baixa de 8,15%, após o balanço do terceiro trimestre. A companhia registrou receita líquida de R$ 86,1 milhões, queda de 36,% na comparação anual, abaixo do esperado pelo mercado de R$ 98 milhões. Na última linha, a empresa ainda está apresentando prejuízo líquido ajustado, que foi de R$ 22,2 milhões, ante prejuízo de R$ 17,2 milhões no mesmo período do ano anterior. 

O BTG Pactual aponta que os resultados foram piores do que as expectativas já baixas para a empresa, com a lucratividade continuando a se deteriorar no terceiro trimestre e um recorde baixo de Ebitda. O banco espera que os resultados sigam fracos nos próximos trimestres e sem um ponto de inflexão no curto prazo. A recomendação segue neutra para os ativos. 

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Marcopolo (POMO4, R$ 3,03, -1,62%)
Os papéis da Marcopolo chegaram a subir 9% na esteira dos resultados e do do anúncio de aumento de capital, mas amenizaram fortemente os ganhos logo na primeira hora de pregão e registram leves perdas nesta tarde. 
O lucro da fabricante de carrocerias de ônibus Marcopolo cresceu mais de 24 vezes no 3° trimestre de 2016 quando comparado com 2015, para R$ 177 milhões. Na mesma base de comparação, a receita subiu 7,5%, para R$ 708,1 milhões. O forte aumento no resultado foi reflexo, principalmente, do ganho de R$ 226,2 milhões em outras receitas operacionais, enquanto que no mesmo trimestre do ano passado, a empresa não havia registrado receita. A venda parcial de participação na New Flyer gerou um resultado de R$ 268,1 milhões.

O Itaú BBA destacou “resultados fracos, assim como ao anúncio inesperado de um aumento de capital e ao pagamento substancial de juros sobre o capital”.

A companhia informou que seu conselho de administração aprovou o aumento do limite de seu capital em no máximo R$ 97,7 milhões, mediante a emissão de 36.162.333 novas ações preferenciais, ao preço de R$ 2,70 – 12,3% abaixo da cotação de fechamento do papel na segunda-feira. O objetivo é reforçar sua posição financeira, em função da atual conjuntura econômica e política do Brasil, aponta o documento enviado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários). 

O Bradesco BBI ressalta que a “consolidação da operação da Neobus afetou os resultados do terceiro trimestre de 2016”. A fraca demanda por ônibus interurbanos pode limitar a recuperação no quarto trimestre e 2017 e o inesperado aumento de capital de R$ 24 milhões a R$ 98 milhões pode indicar que a empresa espera um ano difícil à frente, afirmam os analistas.

Qualicorp (QUAL3, R$ 20,19, -2,79%)
As ações da Qualicorp tiveram um dia de volatilidade, passando de alta de 2,07% para queda superior a 4%.

 Um forte reajuste de preços fez a administradora de planos de saúde fechar o terceiro trimestre com lucro maior, compensando o efeito da também elevada queda na base de beneficiários. A companhia anunciou que seu lucro líquido do período subiu 16,1% ante mesma etapa de 2015, para R$ 74,2 milhões.

O resultado operacional da companhia medido pelo Ebitda (lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização, na sigla em inglês) somou R$ 184,4 milhões, alta de 9,7% ano a ano. A margem Ebitda caiu 1,5 ponto. Na métrica ajustada, o Ebitda subiu 11,8%, a R$ 208 milhões.

A empresa atribuiu essa melhora ao bom desempenho de custos e despesas comerciais, além da menor alíquota do ISS para três coligadas que mudaram para Barueri (SP). De julho a setembro, a Qualicorp registrou 151,7 mil cancelamentos, aumento de 16,9% ante mesmo período de 2015 e de 56,9% sobre o segundo trimestre. Segundo o Safra, os resultados voltaram a ser fortes, “confirmando a resiliência do negócio e os esforços da empresa para enfrentar a adversidade macroeconômica”.

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Em teleconferência, executivas afirmaram que a administradora de planos de saúde tem observado uma quantidade maior de clientes migrando para o Sistema Único de Saúde (SUS), com as pessoas tendo dificuldade de pagar a mensalidade dos planos. De acordo com a diretora de Relações com Investidores da empresa, Grace Tourinho, uma pesquisa interna recente com clientes mostrou que o percentual indo para o SUS subiu para 40 a 45 por cento, enquanto há dois anos a média era de quase 30 por cento.

“A Qualicorp não sentiu tanto a crise chegar, mas é claro que quão mais duradoura ela fique vai sentir mais”, afirmou a executiva, destacando que a companhia vem trabalhando para apresentar outros produtos, com preços mais acessíveis, para tentar reter esses cliente.

Aliansce (ALSC3, R$ 16,39, -1,80%)
A operadora de shopping centers Aliansce viu suas ações subirem após a companhia encerrar o terceiro trimestre de 2016 com prejuízo líquido de R$ 5,1 milhões, o que representa uma forte virada em seus resultados em comparação com o mesmo período de 2015, quando obteve lucro de R$ 119 milhões.

O lucro bruto, porém, teve uma oscilação mais branda, alcançando R$ 83,9 milhões, uma redução de 9,0% na comparação entre os mesmos trimestres. O resultado líquido foi afetado por uma despesa operacional de R$ 10,8 milhões, enquanto no mesmo período do ano anterior a companhia registrou receita operacional de R$ 138 milhões na mesma linha do balanço.

Em sua apresentação de resultados, a Aliansce explica que o principal impacto nessa linha refere-se ao reajuste retroativo do aluguel do terreno e das instalações onde está localizado o Boulevard Brasília. Segundo a companhia, trata-se de um efeito não recorrente, resultado do processo de arbitragem que revisou o valor do aluguel pago pela ao proprietário do terreno entre 2012 e 2016. Excluindo os efeitos não recorrentes e não caixa, a Aliansce teve um lucro líquido ajustado de R$ 4,1 milhões no trimestre.  

O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado somou R$ 86,6 milhões, queda de 10,1%. A margem Ebitda caiu 6,7 pontos porcentuais, para 67,9%. A receita líquida da companhia totalizou R$ 127,7 milhões, redução de 1,2%.

O resultado da companhia ficou um pouco abaixo do esperado pelo BTG Pactual, que destacou que os resultados das vendas nas mesmas lojas melhoraram (apesar de ainda estarem em queda na comparação anual). O banco segue com recomendação neutra para os ativos.

Guararapes (GUAR4, R$ 58,70, +2,98%)
A Guararapes, dona da Riachuelo, registrou lucro líquido de R$ 17,8 milhões no 3° trimestre, queda de 44% na comparação com o mesmo período de 2015. O desempenho mais fraco reflete a queda nas vendas mesmas lojas e o aumento dos encargos da folha de pagamento, disse a companhia nesta segunda-feira. No critério mesmas lojas, que considera os pontos abertos há mais de 12 meses, a empresa apresentou uma queda de 2,2% na comparação anual. 

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Já a receita subiu 5,5% no período, passando para R$ 1,3 bilhão. O Ebitda teve alta de 1,1% no trimestre, para R$ 106,9 milhões. 

O Itaú BBA destacou “resultados fracos”. “Mesmo que a operação de varejo da empresa não tenha conseguido sustentar a recente tendência de crescimento em vendas de mesmas lojas, a contribuição de financiamento ao consumidor para o Ebitda consolidado subiu para 87,5%”, afirmam os analistas. 

Linx (LINX3, R$ 18,44, -0,38%)
A Linx teve leve queda após a divulgação de resultados e a notícia da aquisição da Intercamp, de softwares destinados à gestão e automação de postos de gasolina e lojas de conveniência, por até R$ 42 milhões, sendo R$ 28 milhões à vista e R$ 14 milhões até 2018. Segundo a empresa, o negócio está alinhado com seus objetivos estratégicos de aquisição no setor de tecnologia, especificamente em software de gestão focados no varejo. 

A companhia registrou lucro líquido de R$ 18 milhões, alta de 2,9% na comparação com o mesmo período de 2015. As receitas avançaram 8,7% em igual base de comparação, para R$ 123,4 milhões. O Ebitda recuou 0,5%, para R$ 30,8 milhões, enquanto a margem Ebitda (Ebitda/Receita Líquida) foi de 25%, queda de 2,3 pontos percentuais. 

O Santander informou que, apesar de estar em linha com os números esperados, os resultados da Linx foram brandos devido a uma combinação de desaceleração da receita e margens comprimidas’’. “Em nossa opinião, a empresa ainda deve provar sua capacidade de manter margens Ebitda em torno de 25%, especialmente após a realização de uma nova série de aquisições”, apontam os analistas.

Tupy (TUPY3, R$ 12,90, -1,57%)
A Tupy viu suas ações em queda após resultado um pouco abaixo do esperado pelos analistas de mercado. A companhia anunciou lucro líquido de R$ 9 milhões no terceiro trimestre, queda de 85% na comparação com o mesmo período do ano passado. A média das estimativas dos analistas consultados pela Bloomberg era de R$ 17,5 milhões.

As receitas da companhia totalizaram R$ 763 milhões no período, queda de 11% na comparação anual e também abaixo das estimativas de R$ 783,2 milhões. O Ebitda ficou em R$ 93,6 milhões, queda de 29% em igual base de comparação, enquanto a margem Ebitda passou de 15,4% um ano antes para 12,3%. 

Gol (GOLL4, R$ 7,67, -2,42%) e Smiles (SMLE3, R$ 55,92, +1,58%)
As ações da Gol e Smiles fecharam em sentidos opostos, após forte alta ontem. O Credit Suisse elevou os preços-alvo para os ativos de R$ 7 para R$ 8,50 para os ativos GOLL4 e de R$ 55,00 para R$ 61,00 para os ativos MPLU3, mas mantendo recomendação neutra.  

TecToy (TOYB4, R$ 6,34, -21,92%)
Depois de uma disparada de 230% em 5 pregões, a TecToy registrou um novo dia de volatilidade. Mas dessa vez, do lado negativo, em um movimento de correção após o salto dos últimos pregões. Na mínima do dia, as ações caíram 25,62%, a R$ 6,04. O volume financeiro foi de R$ 328,7 mil, contra média diária de R$ 170,7 mil dos últimos 21 pregões. 

O rali das últimas semanas ocorreu após a Tectoy ter anunciado, na segunda-feira passada, a volta do Mega Drive, o primeiro videogame de 16 bits, que trouxe para o mercado uma melhoria nos gráficos de jogos de console. Ele será relançado no Brasil em junho de 2017. A pré-venda do relançamento foi aberta na segunda-feira no site da Tectoy por R$ 400. O site informa que o preço é promocional e limitado e que, a partir do lançamento do console em 2017, ele será reajustado para R$ 450. 

Sucesso na década de 1990, o produto retorna em edição limitada com o clássico controle de três botões e o mesmo design do original, incluindo a entrada para cartuchos e 22 jogos na memória. “O novo Mega Drive vem com uma série de jogos clássicos da plataforma e vai fazer uma viagem no tempo com os jogadores, passando por alguns dos maiores clássicos da geração 16 bits”, conta Tomás Diettrich, CEO da empresa. Confira mais clicando aqui.