Usiminas (USIM5): JPMorgan eleva recomendação para compra e ação fecha em alta de 5,20%

Turnaround ressultou em maior capacidade operacional e economias de custo

Felipe Moreira

Funcionário trabalha em forno da Usiminas em Ipatinga, Minas Gerais - REUTERS/Alexandre Mota

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O JPMorgan elevou a recomendação para ação da Usiminas (USIM5) de neutro para overweight (exposição acima da média do mercado, equivalente à compra), com preço-alvo passando de R$ 8,00 para R$ 11,00, o que representa um potencial de alta de 22%. A Usiminas é agora a principal escolha do banco no setor, seguida por Ternium, com recomendação de compra, Gerdau (GGBR4) e CSN (CSNA3), ambas com classificação neutra. Com a mudança de recomendação, os papéis USIM5 fecharam a sessão desta sexta-feira (26) com alta de 5,20%, a R$ 9,50, a maior alta do Ibovespa no dia.

Apesar do cenário macroeconômico global desafiador, analistas veem uma recuperação na demanda no Brasil, especialmente para aços planos, impulsionada por taxas de juros mais baixas. A Usiminas, em particular, torna-se mais atrativa devido à sua reviravolta operacional, completando a revitalização do Alto-Forno nº 3 e das oficinas de aço. “Essa mudança significa uma transição de operação com placas para uma fase quente tecnologicamente atualizada, resultando em maior capacidade operacional e economias de custo”, explicam.

O banco recomenda que os investidores prestem atenção às histórias específicas de cada empresa; assim, apesar da pressão nos preços, acredita que a Usiminas se destaca trazendo elementos únicos para a mesa. A empresa, agora é principal escolha do banco no setor, pois passou por uma reviravolta operacional significativa, completando a revitalização do Alto-Forno nº 3 e das oficinas de aço.

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Analistas também destacam a possibilidade de ganhos potenciais provenientes da consolidação do controle do grupo nas mãos de um operador industrial renomado, o grupo Ternium. A Usiminas é negociada a um Valor da firma (EV)/lucro antes de juros impostos e depreciação (Ebita) de 4,0 vezes em 2024 e 3,1 vezes em 2025 (em comparação com a média de 4,9 vezes das empresas siderúrgicas da América Latina e 6,6x globalmente).

Por fim, o JPMorgan disse não esperar a implementação de impostos de importação no Brasil, apesar do influxo de aço chinês. Enquanto as empresas siderúrgicas na China operam com margens baixas ou negativas, o banco acredita que a China não reduzirá suas exportações. “No Brasil, não esperamos que o governo implemente impostos de importação, pois um aumento nos preços do aço impactaria os setores imobiliário e automotivo, importantes para os programas sociais”, ressalta o banco.