Transição energética pode ajudar na reindustrialização do País, diz diretor da Petrobras

Segundo o diretor, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) terá também um papel fundamental nesse cenário

Estadão Conteúdo

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O diretor de Transição Energética e Sustentabilidade da Petrobras (PETR4), Maurício Tolmasquim, afirmou em evento promovido pela agência de inovação Finep que a transição energética tem potencial para ajudar na reindustrialização do País. Ele disse que a Petrobras pode liderar esse movimento com seus projetos de eólicas offshore, captura de carbono, hidrogênio verde, entre outras inovações. Segundo o diretor, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) terá também um papel fundamental nesse cenário.

Responsável por impulsionar a energia eólica em terra no Brasil na década passada, quando era presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Tolmasquim lembrou que hoje 80% dos aerogeradores usados no País são produzidos no Brasil. “E isso tem a ver com a política do BNDES, nós fomos parceiros, dando financiamento só para os parques que comprassem geradores credenciados pelo BNDES. Quem quiser importar 100% pode, mas não tem BNDES. Só essa medida simples fez com que todas as industriais viessem pra cá”, ressaltou.

De acordo com Tolmasquim, a energia solar não seguiu o mesmo caminho por causa dos preços favoráveis da China. Mas ele convocou a diretora do BNDES presente no evento, Carla Primavera, “a não abandonar essa luta.”

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Na Petrobras, Tolmasquim vem buscando oportunidades em energias eólica e solar em terra já em operação ou para serem implantadas, enquanto aguarda o leilão das eólicas offshore previsto para o segundo semestre deste ano. O executivo também apontou para as oportunidades da estatal em ajudar a descarbonizar a produção de outras empresas por meio de hidrogênio verde ou mesmo na captura de carbono.

Ele confirmou que um dos próximos passos da estatal é a instalação de um hub de captura de carbono em Barra do Furado, no Rio de Janeiro, um projeto piloto que visa capturar 100 mil toneladas por ano, ou 30% das emissões do Estado.