Tenda (TEND3): guidance sinaliza empresa no caminho certo, mas ainda com pressões de curto prazo; ações caem 8%

Para a Tenda, a previsão de vendas líquidas fica entre R$ 3,2 bilhões e R$ 3,5 bilhões

Felipe Moreira

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A Tenda (TEND3), construtora de baixa renda cuja ação subiu 251% no ano passado, anunciou na noite de ontem (8) as projeções do grupo de vendas líquidas, margem bruta e Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) para 2024.

Para a Tenda, a previsão de vendas líquidas fica entre R$ 3,2 bilhões e R$ 3,5 bilhões. Para a Alea, a estimativa é de R$ 400 milhões a R$ 500 milhões.

Os números foram vistos no geral como positivos por analistas, mas as ações desabaram na B3 nesta terça-feira (9) pós-divulgação do guidance, com investidores também embolsando os lucros. As ações fecharam em queda de 8,17%, a R$ 11,01.

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Segundo a XP Investimentos, a projeção de margem bruta ajustada das operações da Tenda indica um cenário mais saudável para as margens em 2024, o que é um sinal positivo de que o core business (negócio principal) da empresa está no caminho certo com seu processo de recuperação de rentabilidade.

“Além disso, o guidance de vendas líquidas da Tenda indica uma continuação do sólido momento de demanda, o que vemos como positivo para a visibilidade do desempenho operacional”, diz relatório do Itaú BBA.

Já Alea é o destaque negativo, na visão da XP. Embora as perspectivas mais fortes para as vendas líquidas sinalizem que o segmento deve continuar ganhando relevância nas operações da Tenda, analistas acreditam que os níveis de margem bruta fracas da Alea e o Ebitda ainda sob pressão devem continuar prejudicando os resultados da Tenda no curto prazo.

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Com isso, a XP mantém recomendação neutra e preço-alvo de R$ 11,0 para ação da Tenda.

Já o Itaú BBA apontou que os números divulgados estão amplamente alinhados com as estimativas em termos de lucratividade e apenas um pouco acima da projeção do banco para vendas líquidas.

Dito isso, as novas projeções podem pesar nas expectativas de lucros para 2025 (o consenso do comprador é de R$ 350-400 milhões contra a expectativa do BBA de R$ 285 milhões), embora o banco reconheça que isso foi um tanto antecipado no desempenho recente das ações (queda de 19%) acumulado no ano contra queda de 1% do Ibovespa).

O Itaú BBA mantém classificação de market perform (desempenho igual a média do mercado, equivalente à neutro) e preço-alvo de R$ 17, à medida que continua a encontrar assimetrias de risco-recompensa mais atrativas em outros nomes do setor. A Tenda está sendo negociada a 9,7 vezes Preço/Lucro (PL) para 2024 e 5,2 vezes P/L para 2025, contra os respectivos 7,1 vezes e 5,8 vezes da Direcional (DIRR3).