Papel e celulose

Suzano (SUZB3) reverte prejuízo e lucra R$ 10,3 bilhões no 1º trimestre

Melhora no resultado financeiro puxou lucro do primeiro trimestre

Por  Felipe Moreira -

A Suzano (SUZB3) lucrou R$ 10,306 bilhões no primeiro trimestre deste ano, revertendo prejuízo de R$ 2,755 bilhões de igual período do ano passado.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado subiu 5%, atingindo R$ 5,121 bilhões, com uma margem de 53%, 2 pontos porcentuais abaixo de um ano antes.

O resultado é explicado pela variação positiva no resultado financeiro, por sua vez decorrente do impacto positivo da variação cambial sobre a dívida e da marcação a mercado das operações com derivativos.

O resultado financeiro líquido foi positivo R$ 12,935 bilhões no primeiro trimestre de 2022, revertendo perdas financeiras de R$ 8,667 bilhões na mesma etapa de 2021.

A Suzano explica que as variações cambiais e monetárias impactaram positivamente o resultado financeiro da companhia em R$ 7,631 bilhões, decorrente da valorização de 15% do real frente ao dólar de fechamento, o que impactou a parcela de dívida em moeda estrangeira, parcialmente compensado pela variação cambial da posição de caixa.

Mais sobre resultado da Suzano

A receita líquida somou R$ 9,743 bilhões, um incremento de 10%.

As despesas gerais e administrativas somaram R$ 336 milhões no primeiro trimestre de 2022, uma diminuição de 12% em relação ao mesmo período de 2021.

O custo caixa de celulose sem paradas foi de R$ 868 por tonelada no 1T22, elevação de 39% frente ao desempenho do 1T21.

A geração de caixa operacional somou R$ 3,890 bilhões no 1T22, um aumento de 1% frente ao resultado do mesmo período de 2021.

A dívida líquida da companhia ficou em R$ 49,669 bilhões no final de março de 2022, uma redução de 25% em relação ao mesmo período de 2021.

O indicador de alavancagem financeira, medido pela dívida líquida/Ebitda ajustado, ficou em 2,1 vezes em março/22, queda de 1,9 vez em relação ao mesmo período de 2021.

Recompra de ações

Suzano (SUZB3) aprovou também um novo programa de recompra de ações, que objetiva “maximizar a geração de valor para os acionistas, por permitir que a companhia faça alocação de capital eficiente considerando o potencial de rentabilidade de suas ações”.

A Suzano poderá adquirir até 20 milhões de SUZB3, sem redução de capital social, pelo prazo máximo de 18 meses. Esse limite de compra representa 2,8% das ações em circulação.

A empresa informa que, com base na posição acionária de 31 de março de 2022, detém 726.823.001 ações ordinárias, e já mantém em tesouraria 11.911.569 ações, representativas de, aproximadamente, 1,6% do total.

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