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Souza Cruz fechará fábrica após aumento do IPI sobre cigarros: “foi a gota d’água”

E, em meio a situação difícil que vive a economia atual, mais postos de trabalho serão perdidos; a unidade gera 240 empregos diretos e 50 serão realocados, mas 190 postos serão perdidos

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SÃO PAULO – A Souza Cruz, que fechou o capital no final do ano passado, deixando investidores estarrecidos por ser considerada por muitos deles “a melhor ação da história”, anunciará o fechamento imediato de uma fábrica no Rio Grande do Sul, no município de Cachoerinha após a escalada do IPI, segundo informações do Valor Econômico. 

A fábrica produz 12  bilhões de unidades de cigarros ao ano, de um total pouco maior que 50 bilhões produzidos pela companhia no Brasil. 

“Não é uma decisão tomada por vontade própria, mas pela existência de uma escalada expressiva no aumento de impostos, que vem prejudicando o consumo”, afirmou o diretor financeiro da empresa, Leonardo Senra, ao jornal. 

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Nesta semana, o governo anunciou aumento do IPI sobre cigarros a partir de maio. A alíquota atual, de 60%, valerá até 30 de abril, subindo para 63,3% a partir de 1º de maio, e depois terá nova alta em 1º de dezembro, para 66,7%. A medida afeta os preços do maço, box e vintena dos produtos. Segundo Senra, o anúncio “foi a gota d’água” para decidir pelo fechamento da fábrica.

E, em meio a situação difícil que vive a economia atual, mais postos de trabalho serão perdidos; a unidade gera 240 empregos diretos e 50 serão realocados, mas 190 postos serão perdidos. No total, essa fábrica, gerava cerca de 1.000 empregos, entre diretos e indiretos.

A produção no país, contudo, não sofrerá redução total dos 20% que a fábrica representa, havendo realocação de produção nas demais unidades, informou o Valor.

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