Radar InfoMoney

Sócia da Petrobras no pré-sal precisa de US$ 900 mi e BofA corta Vale; veja mais notícias

Destaque ainda para a agência de classificação de risco de crédito Moody's reduziu nesta quarta-feira o rating individual da Petrobras, medido pelo critério Baseline Credit Assessment (BCA), de Baa3 para Ba1

SÃO PAULO – Em um dia em que o noticiário político é bastante movimentado após a aprovação da mudança na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias), o noticiário corporativo não fica atrás, com destaque novamente para a Petrobras (PETR3PETR4). De acordo com matéria da Folha de S. Paulo, a empresa criada pela estatal e que a tem como uma de suas sócias, a Sete Brasil, para a construção e aluguel de sondas bilionárias para a exploração do pré-sal, enfrenta uma situação dramática.

A Sete Brasil, informa a reportagem, precisa de US$ 900 milhões até fevereiro, para pagar contratos que vencem entre dezembro e fevereiro e não tem dinheiro em caixa. Em outubro, a companhia atrasou pela primeira vez o pagamento e foi socorrido pela Caixa com cerca de R$ 900 milhões. 

Além disso, a agência de classificação de risco de crédito Moody’s reduziu nesta quarta-feira o rating individual da Petrobras, medido pelo critério Baseline Credit Assessment (BCA), de Baa3 para Ba1.

Em relatório, a Moody’s atribuiu a decisão ao crescente risco de liquidez, devido às investigações sobre alegações de corrupção na companhia.

O rating representa o risco intrínseco da companhia, a despeito do suporte de seu maior sócio, o governo brasileiro, afirmou a Moody’s. O rating global de emissor da Petrobras foi mantido em Baa2, com perspectiva negativa.

Por fim, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) autorizou a Petrobras a iniciar operação de sete unidades da Refinaria Abreu e Lima, localizada no Complexo Industrial Portuário de Suape, em Ipojuca (PE). Conforme publicação no Diário Oficial da União (DOU), a autorização vale para as unidades de Destilação Atmosférica, Coqueamento Retardado, Tratamento Cáustico, Hidrotratamento de Diesel, Hidrotratamento de Nafta, Geração de Hidrogênio e Tratamento de Águas Ácidas.

Recomendações no radar
Em destaque ainda, estão as recomendações de ações: enquanto as ações PN do Bradesco (BBDC4) tiveram seu preço-alvo elevado pela Votorantim Corretora de R$ 40,00 para R$ 44,50 pela Votorantim, o Bank of America Merrill Lynch cortou a recomendação para as ações da Vale para neutra. 

Já a Mills (MILS3) teve a sua recomendação elevada de neutra para compra pelo HSBC e preço-alvo para R$ 14,00 por ação. Enquanto isso, a Fras-Le (FRAS3) foi iniciada com compra pelo Santander, possuindo preço-alvo/ação no fim de 2015 é de R$ 6,00.

Gafisa
A Gafisa (GFSA3) ampliou o seu programa de recompra de ações para 10% até 17 de novembro de 2015, informou a companhia em comunicado ao mercado. 

PUBLICIDADE

Fibria
A Fibria (FIBR3), maior produtora de celulose de eucalipto do mundo, prevê que seus investimentos devem somar 1,69 bilhão de reais em 2015, avanço de 5 por cento em relação aos investimentos de 1,611 bilhão de reais previstos para 2014.

A companhia divulgou as previsões em apresentação exibida em evento em Nova York nesta quarta-feira. No acumulado de 2014 até setembro, os investimentos da Fibria haviam somado 1,164 bilhão de reais. A companhia informou ainda que tem como meta manter o aumento do custo caixa de produção abaixo da inflação em 2015 e os custos com madeira estáveis sobre 2014.

TIM
A companhia celular TIM Participações (TIMP3) informou nesta quinta-feira que pagou na véspera 1,678 bilhão de reais relativos ao custo da licença de operação de frequência de 700 MHz para serviços de telefonia 4G.

Segundo a empresa, o pagamento a torna elegível para a assinatura do termo de autorização de utilização da licença, na sexta-feira.

A companhia divulgou ainda que “trabalhará proativamente para acelerar o calendário de limpeza do espectro, com objetivo de antecipar o uso comercial” da frequência utilizada atualmente por serviços de radiodifusão.

(Com Reuters)