SLC (SLCE3): Valor das terras da companhia supera R$ 10 bilhões e Morgan eleva recomendação; ação salta 6,5%

Valor dos terrenos da companhia subiu 12% na base anual, implicando em um desconto de 38% para o NAV, acima da média histórica

Felipe Moreira

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O Morgan Stanley elevou a recomendação para ações da SLC Agrícola (SLCE3) de equalweight (exposição em linha com a média do mercado, equivalente à neutra) para overweight (exposição acima da média do mercado, equivalente à compra), após a companhia ter seu banco de terrenos avaliado na véspera em R$ 10,9 bilhões contra R$ 9,3 bilhões em 2022.

O preço-alvo é de R$ 51, representando um potencial de valorização de 40,1% frente a cotação do fechamento da última quinta-feira (22) de R$ 36,40.

O valor dos terrenos/ha SLC subiu 12% na base anual, “implicando em um desconto de 38% para o valor líquido do ativo (NAV em inglês), acima da média histórica, enquanto os terrenos próprios representam atualmente apenas ⅓ do portfólio de terrenos SLC”, destaca o banco.

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Assim, com o valor das terras avaliado para cima e a elevação de recomendação, os papéis fecharam a sessão desta sexta-feira (23) em alta de 6,51%, a R$ 38,77.

De acordo com analistas, a valorização acima das expectativas é fruto da evolução dos preços das commodities e das taxas de juros, refletindo a capacidade comprovada da SLC de gerar valor via agricultura e desenvolvimento da terra.

A equipe de research do Morgan ainda ressalta que o valor da carteira da SLC aumentou cerca de 60% e o NAV por ação aumentou 40% nos últimos 2 anos, porém o preço das ações está atualmente no mesmo nível.

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Além disso, tendo em vista o fraco desempenho recente, o Morgan Stanley vê uma oportunidade por conta do valuation, dado o desconto acima da média no NAV, nem mesmo considerando os terrenos arrendados que atualmente representam dois terços do portfólio de terrenos da SLC. O clima seco nos EUA, somado às incertezas em torno do El Niño, deve dar suporte às ações.

Cabe destacar que, em meados desse mês, as ações foram pressionadas por conta de um escândalo envolvendo Crispin Odey, sócio fundador da gestora de fundos de hedge Odey Asset Management (OAM), com sede no Reino Unido. A empresa agro brasileira estava entre as 10 maiores posições do principal fundo da Odey em agosto do ano passado e entre as 10 principais apostas do Odey Opus Fund em abril, segundo cartas a investidores consultadas pela Bloomberg News. No acumulado de 2023, os papéis caem 9,46%.