Sinal de recuperação em NY é incapaz de animar Ibovespa, mesmo após 2 quedas seguidas

A maioria dos índices futuros de ações de Nova York sobe, enquanto os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA passaram a subir há instantes

Estadão Conteúdo

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O Ibovespa cai moderadamente na manhã desta quinta-feira, 18, após subir mais cedo, tentando buscar recuperar parte das recentes perdas, mas ainda segue aquém do nível dos 128 mil pontos. A maioria dos índices futuros de ações de Nova York sobe, enquanto os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA passaram a subir há instantes. O petróleo avança moderadamente e o minério de ferro subiu 0,8%, em Dalian, na China.

Ainda assim, o Índice Bovespa opera de forma lateralizada, com viés de baixa. Ontem, ao fechar em baixa de 0,60%, o Índice Bovespa marcou o segundo pregão seguido de desvalorização. Além disso, cedeu para o nível dos 128 mil pontos (128.523,83 pontos).

Há instantes, o Ibovespa renovou, abandonando a alta vista antes. O movimento espelha a virada para cima dos rendimentos dos Treasuries, após a divulgação de indicadores dos EUA. Um deles foram os pedidos de auxílio-desemprego e o outro foi o de construção de moradias indiciadas.

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Os novos pedidos de auxílio-desemprego dos Estados Unidos registraram baixa de 16 mil na semana até o dia 13, a 187 mil. A previsão era de 205 mil.

Já as construções de moradias iniciadas nos Estados Unidos caíram 4,3% em dezembro em relação a novembro, na confronto com projeção de recuo de 8,1%.

“Estamos em um momento em que o dado bom é ruim”, diz Fernando Ferrer, analista da Empiricus Research, ao referir-se, por exemplo, ao fato de os pedidos de auxílio-desemprego terem caído na semana.

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Na visão de Ferrer, os números tendem a esvaziar um pouco as expectativas de corte dos juros americanos iniciando em março. “Alguns dados ainda mostram a economia dos Estados Unidos ainda forte”, completa o analista da Empiricus.

Nos últimos dias, houve pressão na curva diante da redução das apostas de início de queda dos juros básicos nos Estados Unidos em março.

“O mercado seguirá acompanhando as discussões em torno da política monetária, principalmente nos Estados Unidos, onde a chance de o corte dos juros começar em março tem diminuído. Também continua acompanhando as commodities”, diz Luiz Roberto Monteiro, operador da mesa institucional da Renascença.

Ao mesmo tempo, há preocupação em relação a se o Banco Central Europeu (BCE) começará a diminuir suas taxas neste ano. Isso porque autoridades monetárias da zona do euro têm alertado que talvez este processo não aconteça em 2024.

Há pouco, a ata do BCE da última reunião de política monetária, quando os juros foram mantidos no nível atual, ressaltou que houve surpresa de baixa na inflação pelo mundo e que os dados da zona do euro se mostraram melhores DOP que o previsto antes.

Agora, fica a expectativa da participação da presidente do BCE, Christine Lagarde, no Fórum Econômico de Davos, na Suíça, ainda hoje. Nesta semana, a dirigente disse que os juros podem começar a cair no verão europeu, mas que a batalha contra a inflação não está ganha.

Segundo acrescenta Monteiro, o Ibovespa tende a seguir mais o exterior, embora pondere que o mercado também acompanhará questões internas.

Hoje, é esperada uma reunião entre o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o presidente da Câmara, Arthur Lira, sobre a MP da reoneração da folha de pagamentos, que pode indicar se o governo terá ou não de mudar a meta de déficit fiscal zero em 2024.

Há relatos de que Haddad terá de ceder sobre a MP, mesmo que parcialmente. Uma das hipóteses é alongar o tempo de transição para acabar a desoneração nos moldes atuais. Ontem, o Tribunal de Contas da União (TCU) endossou os alertas sobre a possibilidade de o orçamento de 2024 conter receita “superestimada”, o que colocaria em risco a meta de déficit zero.

Em dia de agenda esvaziada também lá fora, os investidores ficarão atentos a falas do presidente do Fed de Atlanta, Raphael Bostic.

Às 11h20, o Ibovespa cedia 0,14%, aos 128.362,62 pontos, ante recuo de 0,23%, na mínima aos 128.229,78 pontos, após máxima aos 129.046,63 pontos, em alta de 0,41%. Vale ON subia 0,71% e Petrobras avançava 0,34% (PN) e 0,41% (ON).

No Ibovespa, a maior elevação era Petrorecôncavo, com valorização de 12,34%, Em seguida, na segunda maior alta estava 3R, com ganhos de 8,50%. Ambos os ganhos dos papéis refletem relatos de uma potencial fusão de ativos da Petrorecôncavo com a 3R Petroleum.

A PetroReconcavo nega que há negociações em andamento sobre potencial fusão de ativos com a 3R Petroleum, dizendo que até o presente momento não recebeu qualquer proposta nesse sentido da 3R.

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