Guia de Proventos

Saiba como montar sua carteira baseada no reinvestimento de dividendos

Vale, Bradesco e Itaú oferecem planos de reinvestimentos; saiba como se planejar com base nestes programas

SÃO PAULO – No último dia 23 de setembro, a Vale do Rio Doce anunciou o início do seu programa de re-investimentos em ações, visando elevar a formação de poupança, se juntando a companhias como os bancos Itaú e Bradesco neste que é um programa relativamente novo no país. Mas você sabe como montar uma carteira de investimentos baseado no critério de re-investimento de proventos?

O investimento através dos Planos de Reinvestimento dos Dividendos (PRD) consiste em reinvestir todos os lucros e dividendos recebidos em sua própria carteira. Embora essa prática não seja amplamente utilizada pelos investidores brasileiros, nos EUA ela já é bastante disseminada e recomendada por analistas.

Considerado uma sólida estratégia de investimento, tanto para investidores mais experientes quanto para investidores iniciantes, os PRDs também representam um bom modo de poupar dinheiro, já que crescem constantemente com um mínimo de necessidade de intervenção.

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Como começar?
Para montar seu portfólio baseado em PRDs, primeiro é preciso identificar as companhias que permitem o investimento direto em ações através de dividendos, no caso brasileiro podemos citar as empresas já mencionadas anteriormente. Em seguida, é preciso saber quais as regras que as empresas estipulam para se participar do PRD, ou seja, se cobram taxas ou comissões. Estas taxas podem ser iniciais, adicionais ou mesmo a taxa para re-investimento automático de ações.

Outro ponto importante é que o investidor que estiver considerando adotar esta estratégia deve contatar a empresa escolhida para conhecer os detalhes do seu plano de PRD, já que estes planos podem variar de empresa para empresa. Além da estrutura de taxas, o investidor também deve saber sobre o investimento mínimo e máximo e a programação dos pagamentos de dividendos.

Atenção ao PRD escolhido
Apesar dos PRDs serem considerados como uma sólida estratégia de investimentos por peritos da área, um determinado PRD pode não ser o ideal para seus objetivos. Por isso, recomenda-se que o investidor pesquise a empresa para ter certeza de que o perfil da mesma é adequado ao perfil do seu portfólio.

Além disso, é muito importante certificar-se de que o PRD escolhido não é muito arriscado para seu perfil. Desta forma, procure saber se ele vem crescendo ao longo do tempo. Por isso, procure administrar os risco de seu portfólio, lembrando que a diversificação, principalmente entre setores, é fundamental para a redução do risco inerente ao mercado acionário.

Desmontando a carteira
Além de saber definir sua carteira baseada nos PRDs, é preciso saber também o momento propício para se desfazer dela. Por isso, analistas afirmam que é muito importante manter registros dos seus PRDs,.

Esta é uma maneira de saber qual a sua base de custo e qual o desempenho do seu PRD ao longo do tempo. Outro ponto relevante a ser considerado no momento de se desfazer da carteira são os impostos. Por representarem um ônus significativo sobre o rendimento da carteira, o volume de impostos deverá ser devidamente calculado.