Mercado verde

Rio assina protocolo de intenções com a Nasdaq para ter bolsa de créditos de carbono

Prevista para o segundo semestre de 2022, plataforma se focará na negociação de créditos de carbono e ativos ambientais, como energia, clima e florestas

Por  Katherine Rivas -

(Esta matéria foi atualizada no dia 10 de março. Segundo a Nasdaq, ao contrário do que foi informado pelo governo do Rio de Janeiro, a empresa não terá uma subsidiária no estado. Foi assinado um protocolo de intenções entre a Nasdaq e o governo do Rio para realizar estudos sobre a possível criação de uma bolsa de ativos ambientais; se o projeto for adiante, a Nasdaq Market Technology, unidade de tecnologia de mercado da empresa, seria uma potencial fornecedora de tecnologia.)

Após 21 anos de ter a sua Bolsa de Valores fechada, aparentemente o Rio de Janeiro sentiu saudades do mercado. Está em formatação a criação de uma nova bolsa no estado, mas, dessa vez, focada na compra e venda de créditos de carbono e ativos ambientais como energia, clima e florestas.

Na terça-feira (8), em Nova York, o governador do Rio, Cláudio Castro assinou um protocolo de intenções com a Nasdaq e a Global Environmental Asset Plataform (GEAP), para estudar a viabilidade de implantação da plataforma de negociações.

Segundo informado pelo governo do Rio, a parceria prevê o intercâmbio de informações entre o estado, a Nasdaq e a GEAP para certificar, emitir e negociar créditos de carbono. A Nasdaq informou que o protocolo de intenções prevê a realização de estudos sobre a possível criação da bolsa; se o projeto for adiante, a Nasdaq Market Technology, unidade de tecnologia de mercado da empresa, seria uma potencial fornecedora de tecnologia.

A Bolsa de Ativos Ambientais está prevista para começar a funcionar no segundo semestre. Nos próximos 90 dias, um grupo de trabalho vai debater as medidas propostas e o projeto piloto.

De acordo com o secretário de Fazenda, Nelson Rocha, a meta é atrair também ativos ambientais da iniciativa privada para que sejam negociados na nova Bolsa. “Queremos fazer do Rio um hub de investimentos de ativos ambientais”, afirmou.

A expectativa é de que o Rio alcance um potencial econômico ambiental com um estoque de 73 milhões de toneladas de CO2, o que representaria R$ 25 bilhões.

Cada tonelada deste tipo de ativo pode chegar a valer US$ 5. “O segmento vem ganhando força no mundo e é visto como uma das alternativas de retomada da economia após a crise causada pela pandemia da Covid-19”, apontou o governador.

Segundo o governo, efeitos práticos na economia real seriam, por exemplo, contribuintes que quitarem débitos do IPVA poderem receber créditos de carbono.

Atualmente, créditos de carbono são vendidos para países que não atingiram suas metas de redução de gases efeito estufa, por aqueles que conseguiram reduzir as suas emissões. De acordo com o governo, este novo mercado vai gerar empregos e atrair empresas nacionais e internacionais para o Rio de Janeiro, além de tornar o estado representativo na economia de baixo carbono.

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