Destaques da Bolsa

Resultados agitam 8 ações e apenas 13 fecham em queda; veja mais destaques

Dentro do Ibovespa, somente 13 ações fecharam em queda na sessão desta quinta; os destaques ficaram por conta das siderúrgicas e da small cap CSU CardSystem, que chegou a subir 12%

SÃO PAULO – Em plena temporada de resultados, muitas empresas refletiram nesta quinta-feira (24) o que foi divulgado em seus balanços, com destaque para as ações da Natura (NATU3) e Usiminas (USIM5), que fecharam a sessão de hoje registrando queda, com o Goldman Sachs cortar recomendação da siderúrgica de compra para neutra, enquanto manteve a recomendação da Gerdau para compra. Na ponta contrária, as ações da Vale (VALE3; VALE5) sobem no embalo dos dados de produção no segundo trimestre e China.

Fora do Ibovespa, chamaram atenção do mercado duas small caps. A CSU CardSystem (CARD3), que viu suas ações subirem mais de 12% na máxima do dia após informar que foram fechados contratos com empresas de vários segmentos nos últimos meses, promovendo o incremento no faturamento em R$ 60 milhões anuais para a empresa e, por outro lado, a Karsten (CTKA4), que caiu forte em meio à notícia de que um fundo do J. Malucelli vendeu ontem todas suas 406.500 ações que detinha da companhia. 

Confira os destaques da Bolsa nesta quinta-feira:

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Siderúrgicas
Apesar da queda de Usiminas nesta sessão, outras ações do setor de siderurgia subiram forte. Gerdau (GGBR4, R$ 13,67, +3,25%) e Gerdau Metalúrgica (GOAU4, R$ 16,78, +2,69%) chegaram a liderar os ganhos do Ibovespa , porém ao final do pregão as ações que tomaram a primeira posição na ponta dos ganhos do índice foram as ações da mineradora MMX.

MMX (MMXM3, R$ 1,62, +13,29%)
As ações da mineradora, de Eike Batista, registraram forte alta na sessão desta quinta, tomando o primeiro lugar do Ibovespa na ponta dos ganhos. Nesta segunda-feira (21), o empresário declarou que tenta salvar uma das últimas companhias que ainda estão sob seu controle – a mineradora MMX (MMXM3). Um dos mais prováveis desenhos da operação de salvamento da empresa é a venda isolada da subsidiária MMX Sudeste, que engloba a mina de Serra Azul, em Minas Gerais, principal ativo do grupo.  

Na operação, a MMX S.A, que tem 59,3% das ações nas mãos de Eike, seria transformada em uma holding de participações. Enquanto tenta atrair um sócio estratégico para a mina, a empresa busca alternativas financeiras como a venda de energia elétrica e dos direitos minerários em Corumbá, no Mato Grosso do Sul.

Bancos
As ações dos bancos Bradesco (BBDC3, R$ 36,35, -0,05%; BBDC4, R$ 35,60, +1,31%), Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 35,90, +1,47%) e Banco do Brasil (BBAS3, R$ 29,61, +1,02%) fecharam o pregão desta quinta em alta. Sem nenhum noticiário específico para o setor, as ações ampliaram os ganhos, de olho no cenário mais positivo no exterior e também com as sinalizações do Copom de que não haverá queda de juros. 

Fibria (FIBR3, R$ 22,49, +2,88%)
Por outro lado, a Fibria viu suas ações subirem forte pelo segundo dia consecutivo, refletindo ainda a divulgação do resultado do segundo trimestre. A leitura do mercado sobre os números foi positiva. Melhores vendas no mercado interno mitigaram parcialmente os piores preço e volume praticados no exterior, trazendo um faturamento de vendas em linha com o do mesmo trimestre do ano passado, comentou a Concórdia. No embalo da Fibria, as ações da concorrente Suzano (SUZB5, R$ 8,79, +3,78%) também avançaram hoje. 

Pão de Açúcar (PCAR4, R$ 110,50, +2,31%)
Também fecharam no positivo as ações do Pão de Açúcar, que refletem a divulgação do resultado do segundo trimestre. A companhia viu seu lucro líquido consolidado marcar crescimento de 97,8% no primeiro semestre, após registrar ganhos de R$ 358 milhões entre abril e junho deste ano. O Ebitda (Lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da companhia no segundo trimestre foi de R$ 1,09 bilhão – uma alta de 79,1% na comparação com o mesmo período do ano passado. No acumulado semestral, o Ebitda da companhia atingiu o montante de R$ 2,14 bilhões, um crescimento de 45,4%. 

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A receita líquida consolidada da companhia subiu 13,4% na comparação anual, para R$ 15,20 bilhões no segundo trimestre. As vendas no conceito “mesmas lojas” saltaram em 9,5% entre abril e junho.

Anima (ANIM3, R$ 29,29, +1,53%)
A Anima foi beneficiada hoje pela notícia que o MEC (Ministério da Educação) credenciou a empresa a oferecer a modalidade EAD (Ensino à Distância) no âmbito nacional. A empresa já havia anunciado que esperava este credenciamento ainda para esta ano, mas a notícia ainda assim é positiva, dado que o EAD é uma importante vertente de crescimento no setor de Educação, disse a XP Investimentos. 

Vale (VALE3, R$ 32,34, +1,92%; VALE5, R$ 28,95, +1,44%)
As ações da Vale fecharam o pregão desta quinta em alta em meio aos dados de produção do segundo trimestre e indicador chinês. A mineradora reportou nesta manhã que sua produção de minério de ferro atingiu 79,448 milhões de toneladas entre os meses de abril e junho, alta de 12,6% ante o mesmo período de 2013, favorecida pelo clima e pelo aumento na produção em Carajás e Conceição Itabiritos. Hoje, o BTG Pactual reiterou recomendação de compra para os papéis da Vale. 

Além disso, nesta madrugada, foi revelado o indicador PMI industrial da China, principal destino das exportações da mineradora. A atividade industrial chinesa expandiu em ritmo mais rápido em 18 meses em julho, com um salto nas novas encomendas. 

Hering (HGTX3, R$ 20,60, +1,98%)
As ações da varejista sobem na sessão desta quinta enquanto o mercado aguarda a divulgação dos resultados da companhia, que deverá sair ainda esta noite. 

Natura (NATU3, R$ 37,10, -4,63%)
As ações da Natura desabaram após resultado do segundo trimestre, fechando a sessão desta quinta como a maior queda do Ibovespa – Credit Suisse, XP Investimento e BTG Pactual classificaram os números como fracos. A companhia viu queda em seu lucro líquido, Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) e margem Ebitda (Ebitda/Receita Líquida) no período.

A Natura reportou um lucro líquido 26,8% menor do que o registrado no mesmo período do ano passado, que foi para R$ 176 milhões. O Ebitda recuou 14,1%, para R$ 352 milhões, enquanto a margem Ebitda passou de 23,9% para 19,5%.

Usiminas (USIM5, R$ 7,85, -2,24%)
No mesmo sentido, as ações da Usiminas caíram hoje após divulgação do balanço do segundo trimestre – tanto XP Investimentos quanto Planner Corretora avaliaram os números como negativos. Essa foi a sexta queda consecutiva dos papéis da siderúrgica, quando acumula perdas de 11%. Segundo a Planner, os números da empresa mostram o momento difícil do setor no Brasil, com redução das vendas no mercado interno, aumento das exportações e forte redução de margens. 

No período, a empresa reverteu um prejuízo de R$ 22,1 milhões no ano passado para lucro de R$ 129 milhões. Já a receita líquida da empresa caiu 4,3%, indo de R$ 3,244 bilhões para R$ 3,106 bilhões. O Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) cresceu de R$ 441,3 milhões para R$ 549,4 milhões, na mesma base de comparação.

BR Malls (BRML3, R$ 20,70, -0,81%)
A BR Malls viu suas ações caírem na sessão de hoje depois de prévia operacional do segundo trimestre. A empresa apresentou um volume consolidado de vendas de R$ 5,4 bilhões, um crescimento de 6,8% em relação ao segundo trimestre do ano passado. No período, a empresa registrou um avanço de 7,5% no indicador de vendas nas mesmas lojas. Segundo a companhia, ele foi prejudicado pelos horários limitados de funcionamento dos shoppings em virtude dos jogos do Brasil na Copa do Mundo,  acompanhado de um fluxo reduzido de pessoas após os jogos e pela campanha do Dia dos Namorados que ocorreu no mesmo dia que a abertura do evento, no dia 12 de junho.  

CCR e Ecorodovias 
As ações da CCR (CCRO3, R$ 18,64, -3,12%) e Ecorodovias (ECOR3, R$ 14,60, -1,42%) figuraram entre as maiores quedas do Ibovespa nesta manhã depois de corte de recomendação do Credit Suisse. Os papéis das duas companhias foram rebaixados para neutra pelo banco de investimentos.  

Karsten (CTKA4, R$ 1,09, -14,17%)
Já as ações da Karsten caíram hoje depois da disparada de 164% nos últimos três dias. Ontem, um fundo do J. Malucelli informou que vendeu todas suas 406.500 ações que detinha na empresa. A arrancada dos papéis da empresa nos últimos dias ocorreu em meio ao comunicado da companhia de que aumentaria seu capital em até 6 vezes o seu valor de mercado.

CSU CardSystem (CARD3, R$ 2,35, +7,80%)
Fora do Ibovespa, as ações da CSU CardSystem dispararam nesta manhã depois que a empresa informou que foram fechados contratos com empresas de vários segmentos nos últimos meses, promovendo o incremento no faturamento em R$ 60 milhões anuais para a empresa.

Em comunicado, a empresa disse que na unidade CSU ITS, voltada à terceirização de tecnologia com hospedagem de softwares e hardwares e terceirização de data center, foram assinados contratos com Porto Seguro e Europ Assistance. Pela divisão MarketSystem foram assinados contratos com a AMBEV, Pernambucanas e Porto Seguro, por meio da plataforma OPTe+.

Já a unidade de processamento de meios de pagamento, a CSU CardSystem, passou a ter em sua carteira de clientes o Banco BMG, na área de crédito consignado. Na unidade CSU Contact, foram assinados contratos com as empresas Natura, o Grupo Etna e a Europ Assistance.