Boa Safra (SOJA3) lucra R$ 85,9 milhões no terceiro trimestre de 2022, queda de 2,5% na base anual

Já a receita operacional líquida teve avanço anual de 50,3%, a R$ 881,5 milhões, um novo recorde para o intervalo.

Equipe InfoMoney

Plantação de soja em Mato Grosso (Paulo Fridman/Corbis via Getty Images)

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A Boa Safra (SOJA3), uma das maiores produtores de sementes de soja do país, teve lucro líquido de R$ 85,9 milhões no terceiro trimestre de 2022 (3T22), queda de 2,5% na comparação com igual período do ano passado.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês), por sua vez, teve alta de 5,55% na mesma base de comparação, atingindo R$ 94,2 milhões.

A receita operacional líquida teve avanço anual de 50,3%, a R$ 881,5 milhões, um novo recorde para o intervalo. Com isso, a margem Ebitda (Ebitda sobre receita) caiu 4,5 pontos percentuais, de 15,22% para 10,69%.

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A empresa pondera que, como empresa do agronegócio, o seu desempenho em cada trimestre está diretamente ligado ao estágio da lavoura. Por isso, a companhia reforça a análise levando em conta os últimos doze meses (LTM).

Com faturamento de R$ 881,5 milhões observado no 3T22, a receita líquida no LTM somou R$ 1,4 bilhão, o que representa um crescimento de 70% em relação ao de 12 meses do mesmo período de 2021. O Lucro líquido no 3T22 apresentou uma pequena variação em relação ao mesmo período do ano anterior, oscilando de R$ 88 milhões no 3T21 para R$ 86 milhões no 3T22, apontou a companhia.

“Isso se deve ao que chamamos de sazonalidade da sazonalidade, já que, em função das chuvas, parte dos pedidos em carteira que eram para ter sido faturados no 3T22 foram parcialmente migrados para 4T22, que representam R$ 257 milhões a mais do que o 3T21. Além disso, tivemos questões operacionais, que implicaram no aumento pontual de custos neste trimestre”, apontou Marino Colpo, co-fundador e CEO da sementeira, em release de resultados.

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Com o primeiro semestre dedicado à produção e estocagem, é no segundo semestre, quando os agricultores começam o plantio, que a Companhia inicia o embarque das sementes e gera quase a totalidade de seu faturamento. “Foi exatamente o que vimos acontecer no 3T22 e o que esperamos também para o 4T22. Somamos um total de R$ 464 milhões em pedidos firmes não faturados, um recorde para um 3T, e que serão entregues e faturados no 4T22”, avalia Colpo.

A companhia também destacou o aumento da liquidez com a venda de R$ 50 milhões de suas cotas do Fundo de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro) SNAG11, liderado pela Suno Asset, o que reforçou a posição de liquidez e as estruturas de financiamento de longo prazo.

Além disso, a empresa destacou a conclusão da compra de dois terços da Bestway Seeds , com sua consolidação no balanço da Boa Safra, e aprovação da construção da Fase II na unidade BWS2.