Balanço da aérea

Azul (AZUL4) reporta prejuízo de R$ 808,4 mi no 1º tri de 2022, queda de 24,4% na base anual

A receita operacional total no 1T22 foi de R$ 3,2 bilhões, um aumento de 74,9% comparado ao 1T21 e 25,6% acima do 1T19.

Por  Felipe Moreira

A Azul (AZUL4) registrou prejuízo líquido ajustado de R$ 808,4 milhões no primeiro trimestre de 2022 (1T22), montante 24,4% inferior ao reportado em igual trimestre de 2021.

O lucro antes juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado cresceu 356,9% no 1T22, totalizando R$ 592,7 milhões.

A receita operacional total no 1T22 foi de R$ 3,2 bilhões, um aumento de 74,9% comparado ao 1T21 e 25,6% acima do 1T19.

Este foi o segundo trimestre consecutivo com receita líquida acima dos níveis pré-pandemia, mesmo com o impacto da variante Ômicron na operação da companhia.

A receita de cargas e outras aumentou 53,4% ano após ano, totalizando R$ 350,1 milhões no 1T22, impulsionada pela demanda robusta por soluções logísticas e a malha exclusiva. Em comparação com o 1T19, a receita de cargas e outras receitas mais do que triplicou.

O resultado financeiro líquido foi positivo em R$ 2,588 bilhões no primeiro trimestre de 2022, contra perdas financeiras de R$ 2,438 bilhões do mesmo trimestre de 2021.

O resultado operacional totalizou R$ 70,7 milhões nos três primeiros meses de 2022, revertendo resultado negativo de R$ 214,1 milhões em relação ao mesmo trimestre de 2021.

Já a margem Ebitda (Ebitda sobre receita líquida) ajustada atingiu 18,6% no período, alta de 11,5 pontos percentuais (p.p.) frente a margem registrada em 1T21.

A posição de liquidez imediata permanece sólida em R$ 3,3 bilhões, acima dos níveis do 1T19. Durante o trimestre, a Azul gerou mais de R$ 500 milhões em fluxo de caixa operacional.

A dívida líquida da companhia ficou em R$ 15,938 bilhões no final de março de 2022, crescimento de 30,6% em relação a dezembro de 2021.

O indicador de alavancagem financeira, medido pela dívida líquida/Ebitda ajustado, ficou em 7,8 vezes em março/22, queda de 3,4 vezes em relação a dezembro de 2021.

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