Em mercados / renda-fixa

DI comemora votação do impeachment e a Bolsa não

Juros Futuros "ignoram" exterior e ficam focados no cenário doméstico

Dilma Rousseff
(Lula Marques/ Agência PT)

SÃO PAULO - O Ibovespa e o dólar podem até não ter reagido à aprovação do impeachment da presidente Dilma Rousseff como alguns investidores esperavam, mas os DIs fizeram exatamente o que estava no roteiro. As taxas dos contratos de juros futuros recuaram nesta segunda-feira, em especial os contratos mais longos, após a Câmara dos Deputados aprovar abertura de processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, mas as quedas eram limitadas por realização de lucros após os tombos recentes.

Segundo Celson Plácido, estrategista-chefe da XP Investimentos, os DIs realmente refletem mais o cenário externo e são menos afetados por efeitos internacionais. É por isso que o petróleo e as bolsas europeias caindo mais cedo não afetaram os juros futuros. 

Na noite passada, a Câmara dos Deputados aprovou por 367 votos a continuidade do processo de impeachment, superando com alguma margem os 342 necessários. Agora, a matéria precisa ser aprovada no Senado, que deverá assegurar que o vice-presidente Michel Temer assuma o comando do país pelo menos interinamente.

Expectativas de que um novo governo teria mais facilidade para aprovar medidas de ajuste fiscal no Congresso e mais credibilidade nos mercados financeiros já haviam trazido os DIs para baixo nas últimas semanas. As expectativas agora ficam voltadas para o perfil da eventual nova equipe econômica.

O contrato para janeiro de 2021 acumulou queda de 20 pontos-base. 

Os DIs mais curtos tinham variações menores, já que operadores esperam que os juros básicos sejam mantidos em 14,25% na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) em 27 de abril.

Segundo especialistas, a curva de juros futuros apontava chances de cortes da Selic em meados do ano, mas muitos operadores reconhecem que a precificação está distorcida pela euforia política.

(Com Reuters)

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