Em mercados / renda-fixa

Carta do BC e fala de Dilma mostram: apertem os cintos, a Selic vai subir; DIs avançam

DIs fecham em alta e mostram que interpretação do mercado a eventos recentes foi inequívoca

Alexandre Tombini - Bloomberg
(Bloomberg)

SÃO PAULO - As notícias de que a presidente Dilma Rousseff e o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, já dão aval ao aperto monetário do Banco Central para levar a taxa Selic até, provavelmente, 15,25% em abril, mexeram no mercado nesta segunda-feira (11). A fala foi claramente recebida como uma sinalização de que a ideia do governo hoje é fazer um esforço de curto prazo para podermos observar uma melhora no longo prazo. 

O DI para janeiro de 2017 fechou em alta de 8 pontos-base a 15,61%, enquanto o DI da parte mais longa da curva, para janeiro de 2021 subiu 5 pontos-base a 16,38%. 

Além da aproximação da presidente e do ministro com relação ao aumento da Selic, a carta que o BC teve que enviar ao Ministério da Fazenda também reforçou as apostas em alta de juros. "Não obstante o esforço de política monetária já realizado, vale reiterar que, nas atuais circunstâncias, a política monetária deve manter-se vigilante para conter eventuais efeitos adicionais resultantes dos dois importantes processos de ajustes e preços relativos que dominaram a economia em 2015", diz a carta.

Além disso, o presidente do BC, Alexandre Tombini, disse: “o Banco Central tem a taxa de juros básica da economia e esse é um instrumento que vem se utilizando e se utilizará, quando necessário, para trazer a inflação para a meta de 2017 e para fazê-la passar por debaixo de 6,5% neste ano”.

Por fim, a presidente Dilma Rousseff está convencida de que não é possível tergiversar no controle de preços, que prejudica principalmente os mais pobres, segundo o Globo, que cita interlocutores da presidente.

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