Em mercados / renda-fixa

Yields da Alemanha sobem com rumor de que Espanha obtenha crédito

Após boatos, Espanha conseguiu realizar leilão bem sucedido de papéis de curto e médio prazos

Reichstag - Berlim - Alemanha
(Jürgen Matern/Wikimedia)

SÃO PAULO - O rendimento dos títulos alemães sobem para os maiores patamares em três semanas, enquanto os de países periféricos da zona do euro, como Itália, Portugal e Espanha caem, com rumores de que os espanhóis estão prontos para obter uma linha de crédito via BCE (Banco Central Europeu).

Citando fontes do governo que preferiram não se identificar, o Financial Times publicou uma notícia na última noite na qual revela que a Espanha está pronta para fazer o pedido de resgate. Entretanto, esse processo está sendo adiado pela espera por uma melhora nos fatores externos.

A reportagem diz, ainda, que o país não irá pedir por dinheiro no fundo permanente de resgate, o ESM (Mecanismo Europeu de Estabilização), mas apenas uma linha de crédito no BCE (Banco Central Europeu), para que este compre os títulos públicos no mercado secundário.

Ainda no Velho Continente, o índice ZEW, que mede a confiança de economistas e investidores na Alemanha, mostrou uma recuperação mais rápida do que se esperava. O índice passou de um valor negativo de 18,2 em setembro para um também negativo 11,5 neste mês.

Leilão
A Espanha vendeu 4,86 bilhões em dívidas para o período de 12 a 18 meses, acima do montante previsto, de € 4,50 bilhões. A Bélgica e a Grécia também colocaram títulos à venda nesta manhã.

País Rendimento Variação Spread vs. Bund*
Grécia 17,55% +0,14% +16,01
Portugal 8,05% -0,24% +6,51
Itália 4,92% -1,47% +3,38
Espanha 5,76% -0,96% +4,22
França 2,19% +2,75% +0,65
Alemanha 1,54% +4,96% -

* Diferença calculada em pontos percentuais. Fonte: Bloomberg

Entenda: quanto maior, pior
Os títulos públicos são uma das maneiras que os governos possuem para se financiar, enquanto a variação diária dos rendimentos decorre das negociações no mercado secundário. O juro pago pelo governo e o valor do papel são definidos no momento da emissão dos títulos, mas este último sofre variação no mercado secundário.

Assim, quanto mais arriscado um investimento, maior será o prêmio demandado pelos investidores no mercado secundário. Portanto, o valor do título recua e, consequentemente, o rendimento no mercado secundário aumenta. Tal variação positiva é uma indicação de que caso o governo opte por emitir novos papéis o custo para se financiar deverá ser maior.

 

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