Em mercados / renda-fixa

Rendimento de dívida grega cai para menor patamar desde março

Yields recuam para menor nível desde reestruturação depois de ministro alemão assegurar que default grego não acontecerá

ruínas gregas - Atenas - Grécia
(Getty Images)

SÃO PAULO - Os yields dos títulos de dívida gregos com prazo de dez anos recuam para o menor patamar desde março. A queda da taxa foi impulsionada pela declaração do ministro de Finanças da Alemanha, Wolfgang Schaeuble, de que o default da Grécia não ocorrerá.

Já os papéis da Alemanha declinam calcadas na expectativa pelo relatório de confiança ZEW. O mercado espera que o documento mostre uma melhora na confiança dos investidores, conforme mostram pesquisas realizadas pela imprensa internacional, e, assim, diminui a demanda por ativos considerados mais seguros.

A França vendeu € 7 bilhões em títulos públicos, com yield de 0,023%. Essa é a menor taxa desde 8 de outubro, quando o país ofertou papéis com juro de 0,018%.

Já a Itália planeja vender papéis atrelados à inflação, com vencimento para outubro de 2016. Os títulos serão apregoados a uma taxa mínima de 2,55%, conforme disse à Bloomberg uma fonte com conhecimentos da transação.

País Rendimento Variação Spread vs. Bund*
Grécia 17,52% -2,64% +16,06
Portugal 8,06% +0,34% +6,60
Itália 4,98% -0,08% +3,52
Espanha 5,77% +2,84% +4,31
França 2,13% -0,84% +0,67
Alemanha 1,46% +1,11% -

* Diferença calculada em pontos percentuais. Fonte: Bloomberg

Entenda: quanto maior, pior
Os títulos públicos são uma das maneiras que os governos possuem para se financiar, enquanto a variação diária dos rendimentos decorre das negociações no mercado secundário. O juro pago pelo governo e o valor do papel são definidos no momento da emissão dos títulos, mas este último sofre variação no mercado secundário.

Assim, quanto mais arriscado um investimento, maior será o prêmio demandado pelos investidores no mercado secundário. Portanto, o valor do título recua e, consequentemente, o rendimento no mercado secundário aumenta. Tal variação positiva é uma indicação de que caso o governo opte por emitir novos papéis o custo para se financiar deverá ser maior.

 

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