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Reações ao BTG, Petrobras, dividendos e mais 10 notícias no radar

Confira os principais destaques corporativos desta terça-feira

SÃO PAULO – O radar corporativo segue movimentado nesta terça-feira (1), ainda digerindo uma série de notícias sobre o BTG Pactual (BBTG11). O banco está negociando a cessão de cerca de R$ 4 bilhões em operações de crédito aos rivais Itaú Unibanco (ITUB4) e Bradesco (BBDC4), disseram duas fontes com conhecimento direto do assunto à Reuters. 

Os bancos esperam concluir as conversas ainda nesta semana, disseram as fontes, que pediram anonimato, porque as negociações estão em andamento. A operação poderia permitir ao BTG Pactual fortalecer seu balanço, que foi afetado após a prisão de André Esteves, agora ex-presidente-executivo e ex-presidente do Conselho de Administração do grupo, disseram as fontes.

Além disso, segundo o Valor, o BTG negocia a venda da Estapar e outras empresas com alto retorno, como Rede D’Or e Mitsubishi Motors. A rede de hospitais D’Or estaria em negociação avançada com o fundo soberano de Cingapura (GIC), enquanto corre para vender a Estapar, avaliada em R$ 1,5 bilhão, na qual o BTG tem 67,7%. O próprio GIC estaria entre os interessados no negócio, junto com a JBS e Moving-Vinci.  

Já ontem à noite a Fitch colocou o rating da BTG Pactual Asset Management em observação negativa. A decisão é anunciada depois da prisão do ex-presidente do Banco BTG Pactual, André Esteves. Desde 11 de agosto, o rating da asset era “Mais Alto Padrão”, baseado na forte plataforma de gestão de investimentos e em sua estrutura operacional

Também na segunda-feira o Bradesco informou que não foi procurado sobre eventual interesse em ativos do BTG Pactual e tratar desse assunto agora não faria sentido, dado o foco na integração do banco com o HSBC, disse o presidente-executivo do segundo maior banco privado do país, Luiz Carlos Trabuco.

“Não faz sentido olhar ativos agora depois da aquisição do HSBC”, disse Trabuco a jornalistas, as margens de um encontro do Bradesco com analistas da Apimec nesta segunda-feira. “Não temos interesse”, disse mais tarde aos analistas.

Ainda no radar do banco, segundo o Valor, o favorecimento ao BTG não estaria na MP 608, cuja Procuradoria-Geral da República alega ter encontrado indícios de que o banco teria pago R$ 45 milhões ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha, para conseguir benefícios tributários com emenda da medida. O BTG negou “veementemente” que a instituição tenha pago qualquer valor ao deputado Cunha. 

1ª prévia do Ibovespa
As ações da Gol (GOLL4) e BR Properties (BRPR3) saíram da carteira do Ibovespa na 1ª prévia do índice divulgada nesta terça-feira e que vai vigorar entre janeiro e abril do ano que vem. Por outro lado, os papéis da Weg (WEGE3) foram incluídos no índice. 

Petrobras
A Petrobras (PETR3; PETR4) disse ter iniciado adoção de medidas recomendadas por auditoria em caso de navio-sonda.

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Segundo a Folha de S. Paulo, a Petrobras colocou à venda duas áreas que já estão produzindo: uma na bacia do Espírito Santo e outra na bacia de Santos.  

Vale
A Vale (VALE3; VALE5) realiza hoje, em Nova York, o Vale Day – reunião anual com analistas e investidores. A empresa deve atualizar o mercado dos últimos acontecimentos, além de traçar perspectiva para o ano de 2016.

Veja mais: O dia seguinte: o que esperar do 1º Vale Day após a tragédia de Mariana?

BR Properties
A BR Properties (BRPR3) informou o mercado, ontem à tarde, que um acionista marcou um “block trade” para vender ações hoje entre às 16h45 e 17h. De acordo com o comunicado enviado à BM&FBovespa, o vendedor pretende se desfazer de um total de 17.800 ações – o que corresponde a 5,96% dos papéis da BR Properties em negociação na Bolsa -, a um preço de R$ 10,22 por ação.

O BTG Pactual, intermediador da operação, informou ainda que seu cliente vendedor “desconhece qualquer informação relevante sobre a empresa que não seja de domínio público, e é acionista controlador, integrante do bloco de controle, membro do conselho deliberativo, fiscal, de administração ou de qualquer outro órgão que exerça direta ou indiretamente qualquer tipo de ato de gestão, fiscalização ou controle da companhia emissora”.

Pelas informações, não é possível saber quem é o vendedor dos papéis, mas vale destacar que a própria BR Properties tem o BTG como acionista com posição acionária relevante. Também é importante lembrar que a companhia fez um leilão há oito meses, quando foram vendidas 26.756.800 ações por R$ 12,90 – R$ 0,70 acima do valor estabelecido previamente. Naquela ocasião, entre os maiores vendedores figuraram o Morgan Stanley, representando 73,78% das vendas, seguido por Goldman Sachs (73,78%) e Credit Suisse (7,65%). Quando olha-se para o saldo, é do Votorantim o maior saldo negativo, de 467,2 mil ações.

Cetip
Os bancos de investimentos que foram contratados pela Cetip (CTIP3) para analisar a proposta de fusão recebida pela BM&FBovespa (BVMF3), farão hoje reunião com o Conselho de Administração da companhia, momento em que farão uma apresentação inicial sobre uma análise da operação, conforme apurou o Broadcast. Com isso, o colegiado poderá dar aval para o início formal das negociações. A Cetip confirmou a reunião do Conselho, mas não o conteúdo que será discutido. 

BR Malls
Segundo informações da Bloomberg, a administradora de shoppings israelense Gazit Globe, que opera no Brasil o Shopping Light e tem participação de 5% na BR Malls (BRML3), além de edifícios comerciais, está negociando a compra de mais ativos imobiliários na região metropolitana de São Paulo, segundo a presidente da empresa, Mia Stark. A notícia pode trazer reação positiva às ações da BR Malls, já que a Gazit poderá aumentar sua participação na companhia.  

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Cyrela
Segundo informações do Valor, a Living, subsidiária da Cyrela (CYRE3), foi acusada de manter trabalho escravo. O local de trabalho, principalmente os dormitórios de uma construção em Jacarepaguá-RJ foram considerados inapropriados.

CSN
A CSN (CSNA3) informou ontem que concluiu acordo com sócios asiáticos para criação de uma empresa de mineração que combinará a mina Casa de Pedra com a mineradora Namisa, além de ativos de logística, e que vai permitir a transferência de parte de dívidas do grupo siderúrgico para a nova companhia. A transação prevê ainda que a CSN vai comprar 4% das ações da Congonhas Minérios detidas pelo consórcio asiático por US$ 680 milhões. A participação final da CSN na nova empresa será de 87,52%. Com a operação, a CSN transferirá US$ 850 milhões em dívidas para a Congonhas Minérios.

Segundo o BTG Pactual, a operação já era esperada e, embora tenha pontos positivos, não resolve o principal problema da siderúrgica de alavancagem: na verdade, a dívida líquida sobe para cerca de R$ 2,7 bilhões (US$ 680 milhões), levando a alavancagem para 7 vezes. “Reconhecemos as iniciativas recentes da companhia com relação ao endividamento, mas ainda difícil antecipar reversão da situação, dado cenário nebuloso para o minério de ferro, que continua caindo e aumento de capacidade na indústria”, comentaram os analistas do banco.

Estácio
A Estácio (ESTC3) passa a ter 231 polos de ensino a distância, após a aprovação de mais 61 no fim de novembro, informou a companhia na segunda-feira. 
A Universidade Estácio de Sá (Unesa) teve mais 45 polos de apoio presencial credenciados para oferta de cursos superiores na distância, conforme publicado nesta segunda-feira no Diário Oficial da União. Outros 16 polos foram aprovados para o Centro Universitário Estácio de Santa Catarina, informou a companhia. Até o fim de setembro, a Estácio tinha 170 polos autorizados.

“A expansão do segmento de ensino a distância está relacionada à estratégia de diversificação de negócios da Estácio”, disse a empresa. A Estácio também informou que a faculdade Estácio de Cuiabá foi credenciada para a oferta inicial de cinco cursos, totalizando 1.000 vagas anuais. Na semana passada, a Estácio anunciou a aquisição da Faculdades Integradas de Castanhal (Fcat), no Pará, por R$ 26 milhões, em sua segunda aquisição em 2015.

Segundo o BTG Pactual, estrategicamente, a companhia continua focando na expansão orgânica do ensino à distância, mas dado a burocracia processual dentro do Ministério da Educação (em média de 12 a 18 meses para aprovação de um novo polo) um movimento de fusão e aquisição nesse segmento deve acontecer em algum momento. 

JBS
Somente ontem, as ações da JBS (JBSS3) caíram 7%, sendo 30% desde setembro (quando atingiram sua máxima do ano), após o TCU (Tribunal de Contas da União) ter encontrado indícios de favorecimento da empresa em operação com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). 

Recomendações

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– Embraer
A Embraer (EMBR3) teve sua recomendação reduzida para underperform (desempenho abaixo da média) pelo Bradesco BBI, com preço-alvo de US$ 30,00 para seus ADRs (American Depositary Receipts), frente US$ 36,00 anteriormente.  

– Randon
A Randon (RAPT4) teve sua recomendação elevada de manutenção para compra pelo Santander.

– Iochpe Maxion
Já a Iochpe-Maxion (MYPK4) foi rebaixada de compra para manutenção pelo Santander 

Fibria
A Fibria (FIBR3) confirmou ontem o pagamento de dividendos intermediários que somam R$ 2 bilhões. A companhia já havia anunciado a proposta de remuneração aos acionistas em 22 de outubro. O valor equivale a R$ 3,612778081 por ação da companhia.

Na época do anúncio, a empresa explicou que a proposta ocorre após os ótimos resultados do ano. “Considerando o saldo existente na Reserva para Investimentos da Companhia em 30 de junho de 2015, no valor de R$ 2.805.710.605,33, e tendo em vista a geração de caixa da Companhia, a Administração propõe a distribuição de dividendos intermediários em caráter extraordinário”, dizia o comunicado da Fibria.

As ações da companhia ficarão “ex-dividendos” a partir desta terça-feira (1), enquanto o pagamento está previsto para ocorrer no dia 9 de dezembro.

(Com Reuters)